Avaliação da Citotoxicidade do Flavonoide Epicatequina em Cultura de Células de Adenocarcinoma Renal (786-O)

Vol. 2, 2019. - 114268
Resumo
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Resumo

Devido às mudanças no estilo de vida da população, ao logo das últimas décadas as pessoas adquiriram hábitos que se tornaram prejudiciais à sua saúde. Os seres humanos entram em contato com diferentes substâncias tóxicas todos os dias e isto pode gerar o desenvolvimento de diversas doenças e em grandes proporções. Muitas dessas substâncias são responsáveis pelo aumento na concentração de radicais livres que são originados a partir de reações regulares do metabolismo celular, mas quando em desequilíbrio, podem causar diversos danos celulares. Desta maneira, é de grande importância o consumo de alimentos que possuam substâncias com características antioxidantes, com o objetivo de auxiliar no combate aos radicais livres presentes no organismo. Uma substância que se destaca entre os antioxidantes é a Epicatequina, flavonoide facilmente encontrado em diversos alimentos como frutas, folhas, sementes e bagas de várias plantas, e que exerce ações benéficas, estimulando o metabolismo de defesa antioxidante. Este flavonoide ainda possui ação antimicrobiana, antiinflamatória, e cardioprotetora, entretanto, a atividade anticâncer ainda não está bem elucidada. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito citotóxico da Epicatequina em células de adenocarcinoma renal (786-O), usando o ensaio de citotoxicidade-MTT. Para a realização deste ensaio as células foram cultivadas em frascos de cultura com meio DMEM suplementado com 10% de soro bovino fetal (SBF), e após o cultivo, as células foram semeadas na concentração de 0,7x104 em placas de 96 poços, onde após 24 horas de estabilização, as células foram submetidas a tratamento com os seguintes grupos: o agente citotóxico Doxorrubicina (18µM), o controle (meio de cultura DMEM suplementado com 10% de SBF) e as concentrações de 2,9; 7,25; 14,5; 29 e 72,5 µg/mL de Epicatequina. Depois de 24, 48 e 72 horas de exposição, ocorreu o descarte destes tratamentos e a incorporação da solução contendo o sal MTT na concentração de 0,167mg/mL. As células foram incubadas por mais 4 horas, e após este período o MTT foi descartado para a adição de dimetilsulfóxido (DMSO), a fim de solubilizar os cristais de formazan formados. A leitura da absorbância foi realizada em leitor de microplacas a 550nm, e os resultados da absorbância foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguido pelo teste de Dunnet (α=0,05, p<0,05). Os resultados estatísticos demonstraram que o flavonoide apresentou efeito citotóxico em células de adenocarcinoma renal nas concentrações de 29 e 72,5 µg/mL nos três tempos testados. Estes resultados mostram que a Epicatequina, além de possuir ação antimicrobiana, antiinflamatória e cardioprotetora, também apresenta uma ação citotóxica em células da linhagem 786-O, exibindo assim um potencial biotecnológico, entretanto, há a necessidade de mais estudos a respeito desta substância afim de conhecer melhor seu mecanismo de ação.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Maringá
Eixo Temático
  • Biotecnologia Médica
Palavras-chave
Flavonoide
antioxidantes
Neoplasia renal
Teste do MTT