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Introdução: Em florestas ribeirinhas, o padrão de ocorrência das espécies arbóreas está associado ao gradiente topográfico e a frequência de períodos de inundação. Nesses ambientes, espécies observa-se que espécies tolerantes a inundação ocorrem em áreas baixa, enquanto espécies intolerantes ocorrem em relevos maiores. A tolerância a inundação envolve uma série de ajustes morfológicos, fisiológicos e bioquímicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar se a tolerância a inundação em espécies arbóreas com ocorrência contrastante em florestas ribeirinhas envolve modificação do metabolismo de açúcares solúveis. Métodos: Para este estudo foram escolhidas duas espécies arbóreas: Eugenia uniflora, com ocorrência em áreas frequentemente inundáveis e Parapiptadenia rigida, com ocorrência em áreas raramente inundáveis. As plantas foram submetidas a três tratamentos hídricos: Controle (C), plantas irrigadas até a capacidade de vaso, mas não inundadas; Inundação Parcial (IP), plantas submersas à linha do colo da raiz e Inundação Total (IT), plantas totalmente submersas, durante os intervalos de tempo de 5, 15 e 20 dias. Para cada tratamento nos diferentes intervalos de tempo foram realizadas avaliações do teor de açúcares solúveis na parte aérea e nas raízes. As diferenças entre os tratamentos hídricos (controle, inundação parcial e inundação total) e entre os períodos de inundação foram avaliadas por meio da análise de variância (ANOVA two-way) para cada espécie. Resultados: Em E. uniflora observou-se, nos diferentes intervalos de inundação, que o teor de açúcares solúveis na parte aérea e raízes das plantas sob IP foi similar ao observado nas plantas C. Nas plantas após 20 dias sob IT observa-se que a redução do teor de açúcares na parte aérea foi acompanhada pelo aumento nas raízes. Por outro lado, em P. rigida, o aumento do período (15 e 20 dias) sob IP e IT acarreta em um progressiva redução do teor de açúcares solúveis nas parte aérea. Nas plantas submetidas a IT, observa-se comportamento similar nas raízes. Todavia, nas plantas sob IP, observou-se um aumento no teor nas raízes em relação ao observado nas plantas em condições C. Conclusões: Os resultados deste estudo indicam, que o padrão de distribuição das espécies pode estar associado com a tolerância a períodos de inundação e envolvem ajustes bioquímicos associados ao metabolismo respiratório. Estes resultados são potencialmente importantes na indicação de espécies para recuperação de florestas ribeirinhas.
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