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Resumo

Introdução: O petróleo e seus derivados são as principais fontes de energia utilizadas pelo homem, contribuindo com a emissão de gases poluentes na atmosfera. Nesse contexto, o uso dos biocombustíveis surge como uma alternativa ambientalmente renovável. O grande desafio para a produção destes está na recalcitrância da parede celular lignocelulósica que dificulta o acesso às enzimas hidrolíticas. Desta forma, estudos visando reduzir a recalcitrância da parede celular são relevantes para a produção de biocombustíveis. Métodos: Plantas de milho (Zea mays) da variedade DBK 177 PRO foram cultivadas em campo na Fazenda Experimental da UEM em Iguatemi/ PR. Após 30 dias de cultivo, houve a aspersão de um agroquímico análogo aos intermediários da via de síntese da lignina, e as plantas foram coletadas após 120 dias de cultivo. Realizou-se as análises de crescimento (biomassa fresca, biomassa seca e teor de H2O) para verificar à influência do agroquímico no crescimento e desenvolvimento das plantas. Posteriormente, plantas controle e tratadas foram trituradas separadamente em picador forrageiro Maqtron B-612 M e secas em estufa de ventilação forçada Tcenal à 60 ºC. Para maior pulverização das amostras, houve uma segunda trituração em moinho faca. Para as análises bioquímicas, 0.3g de amostras foram lavadas com etanol 80% à 80ºC visando a extração de açúcares solúveis. O precipitado insolúvel obtido (AIR) foi usado para o processo de sacarificação enzimática com o extrato comercial Novozymes NS-22086, para a quantificação de lignina pelo método de brometo de acetila, e quantificação de ácido ferúlico esterificado na parede celular por HPLC. Resultados: Os dados mostram que plantas tratadas com o agroquímico não foram afetadas em seu crescimento e desenvolvimento quando comparadas com plantas controle. Com relação a sacarificação enzimática, observou-se que as plantas tratadas apresentaram um aumento de 101% na liberação de açúcares redutores quando comparadas com plantas controle. O teor de lignina na parede celular não foi influenciado nas plantas tratadas, no entanto, as mesmas reduziram em 46% seu conteúdo de ácido ferulico esterificado na parede celular. Conclusões: Os achados sugerem um potente agroquímico para a sacarificação enzimática em plantas de milho. Este se destaca por não influenciar o crescimento e produtividade da planta, o conteúdo de lignina na parede celular, o qual exerce uma importante função na defesa da planta contra patógenos e herbívoros, e reduzir o conteúdo de ácido ferúlico esterificado, um dos principais compostos responsáveis pela recalcitrância da parede celular.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Maringá
  • 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná
Eixo Temático
  • Biotecnologia Agrícola
Palavras-chave
ácido ferúlico
lignina
sacarificação enzimática
Zea mays