Distância Genética de Nei e Hedrick e mapa auto organizáveis de Kohonen na percepção dos efeitos da seleção divergente

Vol 1, 2020 - 132784
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Resumo

A diversidade genética entre populações é consequência da diferenciação genotípica ou alélica, que podem ser causadas por fatores como isolamento, migração, acasalamentos e a seleção divergente, dentre outros. O objetivo deste trabalho foi verificar a capacidade dos Mapas Auto-organizáveis de Kohonen (SOM) e dos índices de distância genética de Nei e Hendrick em organizar a diversidade genética gerada pela seleção divergente. Para isso, a partir de uma população-base, com 1000 indivíduos e 100 locos bialélicos codominantes, foram geradas subpopulações submetidas a seleção divergente (s=0.3), contra e a favor do alelo ak. Para cada loco, foram estimadas as frequências genotípicas (D, H e R, para AA, Aa e aa, respectivamente) e alélica (p e q, para A e a, respectivamente). Para os três conjuntos de subpopulações foram medidos o GST de Nei, fundamentada em frequência alélica, e a distância genética de Hedrick, estabelecida em função da variação genotípica, e agrupadas por Tocher. Os valores de D, H e q foram utilizados para o mapeamento pelo SOM. As simulações e análises foram realizadas pelo portal Genes ou pela interação deste com o Matlab 2016. Nos resultados constatou-se que, tanto nos grupos formados por Tocher, a partir dos índices de GST gerados pela análise de Nei, quanto nos formados a partir das medidas de distância genotípica de Hedrick, o padrão de organização pode ser explicado pela seleção divergente. Verificou-se que com o uso de apenas essas metodologias de agrupamento, com informações genotípica ou alélica, não foi possível estabelecer relação entre as gerações de seleção divergente como pode ser feito pelo SOM. Verificou-se que no SOM além de alocar as populações menos divergentes no mesmo neurônio, a distância entre os neurônios é proporcional a diversidade genética entre as populações alocadas em cada. Conclui-se que o SOM nos permite uma interpretação mais detalhada do que métodos de agrupamentos, como o de Tocher. Embora a técnica SOM necessite de uma série de testes para achar a melhor topologia para uma adaptação mais precisa.

Instituições
  • 1 Universidade do Estado de Minas Gerais
  • 2 Universidade Federal de Viçosa
Eixo Temático
  • GENÉTICA QUANTITATIVA E ESTATÍSTICA
Palavras-chave
Diversidade genética
som
Redes Neurais
Índices de distância genética