Avaliação de características chave para tolerância à seca e caracterização de linhagens de milho-pipoca submetidas ao déficit hídrico em dois estádios de desenvolvimento

Vol. 5, 2024 - 320394
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Resumo

Atualmente, o déficit hídrico é o principal limitante de produção em áreas de sequeiro. Desta forma, é de extrema importância o desenvolvimento de linhagens tolerantes à seca. O objetivo do trabalho foi caracterizar linhagens de milho-pipoca quanto a tolerância à seca, avaliando características de raiz e parte aérea em estádio de plântula e desenvolvimento vegetativo. Para isso, foram avaliadas 28 linhagens de milho-pipoca de duas populações, população Viçosa e população Beija-Flor, e três testemunhas, um híbrido sensível e outros dois tolerantes. No estádio de plântula foi realizado dois ensaios, um para avaliação de germinação e outro para avaliar o desenvolvimento inicial das plântulas, para isso as sementes foram distribuídas em papel germitest, sendo que o déficit hídrico foi simulado utilizando PEG 6000. O experimento no estádio vegetativo foi conduzido em uma casa de vegetação com temperatura controlada (25º a 30º C) utilizando sistema lisimétrico para condução das linhagens. Os lisímetros são tubos de PVC (10 cm de diâmetro e 150 cm de comprimento) preenchido com 11 litros de substrato (80% perlita e 20% turfa). Na condição de controle, o substrato foi mantido a 100% da capacidade de campo, já na condição de estresse, a irrigação foi reduzida para 50% da capacidade de campo 15 dias após a emergência. O experimento foi conduzido em blocos casualizados no esquema fatorial 2 x 31, consistindo em dois níveis de irrigação, 100% e 50%, e 31 materiais, sendo cada parcela composta por uma planta/lisímetro. Para a análise dos dados, as características morfológicas foram convertidas em coeficientes relativos à tolerância à seca. A análise de componentes principais foi utilizada para discriminar as linhagens tolerantes e sensíveis à seca, além de identificar as características morfológicas mais importantes para tolerar a seca. No estádio de plântula, as linhagens 22-1702-4 (1), 22-1740-1 (16) e 22-1920-1 (27) podem ser classificadas como tolerantes à seca por estarem no mesmo quadrante da testemunha tolerante, ao contrário da linhagem 22-1877-3 (12) que pode ser classificada como sensível, por estar localizada próximo a testemunha sensível. Na análise realizada no estádio vegetativo, a linhagem 22-1847-1 (11) pode ser classificada como tolerante à seca por se localizar no mesmo quadrante que a testemunha tolerante, ao contrário de 22-1874-3 (23) que pode ser classificada como sensível. Analisando as características para a construção dos primeiros dois componentes principais, no estádio de plântula, todas as variáveis contribuíram com mais de 15% ao contrário de área de superfície de raiz, com 2,5%. Já no estádio vegetativo, as variáveis referentes as raízes, como área de superfície da raiz, volume, comprimento e peso seco contribuíram com mais de 10%, compondo o primeiro componente, já referentes a parte aérea como peso seco, proporção de folhas mortas, comprimento, área e conteúdo de água contribuíram entre 7,5% e 10%, e compuseram o segundo componente. A análise de componentes principais possibilitou diferenciar os genótipos e identificar as caraterísticas que melhor descrevem as linhagens, pontuando que tratamentos referentes as raízes, associado ao conteúdo de água da planta, foram os mais importantes para caracterizar as linhagens.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Viçosa
Eixo Temático
  • 7. Melhoramento de espécies anuais
Palavras-chave
análise de componentes principais
tolerância à seca
raiz
mecanismo de tolerância
melhoramento de plantas