Comparação entre medidas de dissimilaridade para o estudo da divergência genética em linhagens de trigo

Vol 4, 2023 - 168369
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Resumo

Medidas de dissimilaridade são ferramentas que os melhoristas de plantas utilizam para identificar genótipos divergentes para obtenção de populações segregantes com diversidade genética. Assim, o presente trabalho foi realizado para comparar matrizes de dissimilaridade utilizando a distância euclidiana dos BLUPs e dos scores dos componentes principais (PCA) de sete caracteres e sua influência no agrupamento de linhagens de trigo. O estudo foi realizado nas safras de inverno do ano 2020, em regime irrigado, conduzidos na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão Professor Diogo Alves de Mello (20º45'14" S; 42º52'55" O; 648 m de altitude), do Departamento de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, Minas Gerais. Foram avaliadas 89 linhagens derivadas de 8 cruzamentos biparentais e 11 cultivares comerciais recomendadas predominantemente para o cultivo na região IV de adaptação (quente, seca – Cerrado), em delineamento em látice 10 × 10 simples. As cultivares utilizadas foram: BRS 254, BRS 264 (Embrapa); CD 150, CD 151 e CD 1104 (Coodetec); TBIO DUQUE e TBIO TORUK (Biotrigo Genética); e RBO 303 (Tamona). Foram avaliados os seguintes caracteres: altura de planta (AP, cm), data de espigamento (ESP, dias), incidência de ferrugem foliar (FE, nota) e mancha amarela (MA, nota), massa de cem grãos (MCG, g), peso do hectolitro (PH, kg 100L-1) e rendimento de grãos (RG, kg ha-1). Os BLUPs preditos foram submetidos à análise de componentes principais (PCA) para o estudo da diversidade genética e agrupamento dos genótipos. Foram obtidas duas matrizes de dissimilaridade, uma pela distância euclidiana dos escores dos genótipos nos três primeiros componentes principais formados e a segunda pela distância euclidiana padronizada dos BLUPs. A partir das matrizes de dissimilaridade, foi realizado um agrupamento hierárquico pelo método UPGMA. O número ideal de agrupamentos foi determinado usando o método do cotovelo, sendo estabelecidos 9 grupos. A consistência do padrão de agrupamento foi avaliada por meio do coeficiente de correlação cofenética. Os resultados da comparação das matrizes pelo teste de Mantel, indicaram a concordância entre as medidas de dissimilaridade utilizadas, por meio do coeficiente de correlação, cuja estimativa foi superior a 0.90. Contudo, observou-se também que apesar da alta correlação, quando comparados, os dendrogramas utilizando BLUPs e scores do PCA possuíam pequenas alterações nos agrupamentos. Além de apresentarem agrupamentos não coincidentes, a técnica de PCA permitiu uma maior distribuição espacial dos genótipos, formando grupos mais característicos, quando comparados com a técnica de BLUPs.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Viçosa
Eixo Temático
  • 2. Biometria, estatística e genética quantitativa
Palavras-chave
Triticum aestivum; Correlação cofenética; melhoramento de plantas