Risco relacionado ao consumo de drogas de abuso em mulheres grávidas

vol. 1, 2019 - 119303
Comunicação Oral
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Resumo

INTRODUÇÃO: Estima-se que 20% das mulheres usem drogas de abuso (DA) durante a gestação, causando alterações que podem resultar em complicações maternas e fetais. Para muitas, este consumo é condição crônica, agravada por ocorrer num ambiente onde parceiros usam drogas. Objetivou-se, com este estudo, avaliar o consumo de DA em gestantes de um município do noroeste do Paraná. METODOLOGIA: Estudo transversal, com 209 gestantes de uma clínica Materno Infantil, que responderam a um questionário sociodemográfico e ao ASSIST-3.1-OMS, que avalia o consumo de oito tipos de DA e o uso por via injetável. Os dados foram coletados em maio a junho de 2015. Questões éticas foram observadas. Utilizou-se estatística descritiva e Regressão Logística Multinomial, a fim de avaliar associação entre o risco relacionado ao consumo de DA e variáveis sociodemográficas. RESULTADOS: Idade variou de 14 a 40 anos, com média de 24,1 (DP ± 5,8 anos). Maioria de casadas, com dois filhos, com residência alugada, mais de 8 anos de estudo, raça/cor branca, renda média de R$ 1946,85, com familiar que fazia uso alguma DA. O uso na vida foi de 81,6% para o álcool, 35,4% para o tabaco, 5,7% para maconha e 1,4% para a cocaína. O risco relacionado (no nível moderado e elevado) ao consumo de tabaco foi de 18,1%, de álcool (27,2%) e de maconha (1,9%), que foram associados a escolaridade menor que oito anos, raça cor não branca, renda familiar abaixo da média, idade entre 14 e 24 anos, condição de moradia não própria, religião católica, convívio com usuário e em primigestas. Associou-se o risco moderado relacionado ao consumo álcool e escolaridade menor que oito anos, raça/cor não branca, religião católica e convívio com familiar usuário. CONCLUSÃO: Tabaco e álcool foram às principais DA. Níveis de risco relacionados ao consumo de tabaco e álcool foram elevados se comparados a resultados de outros estudos. Conscientização do risco do tabagismo e alcoolismo continuam a ser uma mensagem difícil de comunicar no contexto da dependência crônica de nicotina e do álcool e é um desafio a ser enfrentado pelos enfermeiros e demais profissionais de saúde.

Instituições
  • 1 Departamento de Enfermagem - Pósgraduação / Centro de Ciências da Saúde / Universidade Estadual de Maringá
Eixo Temático
  • Estudos epidemiológicos / Observacionais / Levantamentos
Palavras-chave
SAÚDE DA MULHER
Programas de Rastreamento
Drogas Ilícitas