PERCEPÇÃO DA PESSOA IDOSA SOBRE AMIGABILIDADE DAS CIDADES BRASILEIRAS: ESTUDO ELSI-BRASIL

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Resumo

Apresentação/Introdução Introdução: A agenda de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que a avaliação de ambientes urbanos considere múltiplas dimensões e a perspectiva de quem envelhece nesses territórios. Dados populacionais robustos como os do ELSI-Brasil se apresentam como oportunidade para construir indicadores nacionais comparáveis, capazes de apoiar diagnósticos e políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável em contextos urbanos diversos. Objetivos Objetivos: Estabelecer um conjunto de indicadores de amigabilidade urbana a partir da percepção de pessoas idosas brasileiras, alinhado às oito dimensões do marco da OMS, a partir de dados do estudo ELSI-Brasil, permitindo comparações por faixa etária, sexo, região, escolaridade e renda. Período: agosto de 2024 a fevereiro de 2026. Metodologia Metodologia: Realizou-se uma estratégia de mapeamento conceitual entre referenciais internacionais e as variáveis disponíveis no ELSI-Brasil. Foram analisados três instrumentos amplamente utilizados: Age-Friendly Cities and Communities Questionnaire (23 itens), Checklist da OMS (84 itens) e o Guia Europeu: Age friendly environments in Europe: indicators, monitoring and assessments (53 indicadores). Na primeira etapa, três avaliadores independentes identificaram e selecionaram questões do ELSI-Brasil que representeassem os itens das oito dimensões do modelo da OMS, consolidando uma planilha consensuada. Em seguida, a lista foi submetida à apreciação de cinco especialistas em envelhecimento e saúde urbana, que revisaram aderência conceitual, redundâncias e lacunas, apontando itens a manter, excluir e incluir, além de observações qualitativas para qualificar a matriz. Resultados Resultados: Foram identificadas 95 variáveis do ELSI-Brasil com potencial aderência às dimensões da OMS, distribuídas em: Habitação (13), Espaços ao ar livre e edifícios (9), Comunicação e informação (9), Transportes (3), Participação cívica e emprego (12), Participação social (26), Respeito e inclusão social (5) e Apoio comunitário e serviços de saúde (18). A avaliação especializada irá agregar recomendações de ajuste de escopo e refinamento conceitual por dimensão, com indicações de exclusão por baixa especificidade, manutenção por pertinência direta e inclusão de itens para melhor cobertura temática. Discussão Discussão: A experiência evidenciou o potencial de articular modelos internacionais consolidados com uma coorte nacional, como alternativa metodológica factível, de baixo custo e com base populacional para produzir indicadores de percepção. A abordagem em duas etapas (consenso entre avaliadores e revisão por especialistas) irá fortalecer a validade de conteúdo e explicitar desafios inerentes ao uso de dados secundários, como limitações de cobertura e a necessidade de evitar redundâncias. Conclusões/Considerações Conclusões/Considerações Finais: Como próximos passos, prevê-se uma reunião deliberativa para definição da lista final de indicadores e a realização de análises fatoriais por dimensão, com o objetivo de selecionar os indicadores mais informativos e consistentes. Espera-se, assim, sustentar comparações nacionais e subsidiar políticas públicas intersetoriais voltadas à promoção de cidades mais inclusivas e acessíveis ao envelhecimento.

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Eixo Temático
  • Eixo 01 - Processos de Determinação Socioambiental da Saúde e Bem Viver
Palavras-chave
Age-Friendly Cities
Healthy Aging
Urban Health Indicators