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EXTENSÃO DO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS E SUA ASSOCIAÇÃO COM MARCADORES DE QUALIDADE DA DIETA EM ADOLESCENTES.

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A extensão do processamento utilizado na produção dos alimentos influencia o perfil de nutrientes, o gosto e o sabor que acrescentam à alimentação, além de influenciar com quais outros alimentos serão consumidos, em quais circunstâncias e mesmo em que quantidade. Neste estudo, com 1.031 escolares da região metropolitana do Rio de Janeiro com idade entre 13 e 18 anos, avaliou-se a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados (UP) e marcadores de qualidade da dieta. O consumo alimentar foi obtido por questionário de frequência alimentar. Os alimentos e bebidas foram categorizados como UP conforme sistema para classificação dos alimentos baseado na extensão e finalidade do processamento. Foram testadas relações linear e quadrática entre marcadores de qualidade da dieta e quartis de consumo de UP (em gramas) e UP/energia (em percentual de energia) em modelos de regressão linear. Observou-se um aumento tanto de marcadores de alimentação não saudável (lipídios, ácidos graxos saturados, açúcar total e açúcar de adição) quanto saudável (proteínas, fibras, vitamina C, frutas, hortaliças e verduras), conforme o aumento do consumo de UP. No entanto, quando relacionados ao aumento de consumo de UP/energia, observou-se um aumento de marcadores de alimentação não saudável e uma redução de marcadores de alimentação saudável, com exceção da vitamina C. A densidade do consumo de UP mostrou-se um bom indicador de qualidade da dieta entre adolescentes, ao se associar com o aumento do consumo de marcadores de alimentação não saudável e redução dos marcadores de alimentação saudável.