Apresentação

A aprendizagem autorregulada é o processo pelo qual indivíduos ativam, orientam, monitoram e se responsabilizam pela sua própria aprendizagem. Ela requer a integração de aspectos cognitivos, metacognitivos, afetivos, motivacionais e comportamentais envolvidos no aprender. Sua importância é reconhecida entre pesquisadores, já que existem evidências de que os processos autorregulatórios podem ser ensinados durante a escolarização formal.

A relevância de ampliar estudos, de avançar cientificamente na construção de conhecimentos sólidos e estimular discussões a respeito da aprendizagem autorregulada em nosso meio, bem como de pensá-la numa perspectiva transcultural, aliada à necessidade de promover oportunidades para pesquisas interinstitucionais e em redes de colaboração com experts na temática e ao imenso interesse despertado do I Seminário realizado em 2016 e no II Seminário em 2020, bem como seus importantes desdobramentos e parcerias com renomados pesquisadores nacionais e internacionais, motivaram a realização do III Seminário Internacional Aprendizagem Autorregulada e Motivação: Desafios e Aplicações no Contexto Educativo (III SIAAM), desta vez, em conjunto com o III Seminário Luso-Brasileiro de Autorregulação da Aprendizagem (III SLBAA).

Acredita-se que o III SIAAM e o III SLBAA são importantes iniciativas, de caráter internacional, que envolvem pesquisadores experts na temática da autorregulação da aprendizagem de países como Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Iniciativas essas que contribuirão fortemente para melhorar as necessidades existentes. Ademais, a realização dos dois Seminários conjuntamente proporcionará um contexto importante para aprendizagem e a produção do conhecimento, bem como para a reflexão acerca das lacunas e dificuldades inerentes aos métodos de pesquisa e à construção do conhecimento em autorregulação no contexto educativo. Mais precisamente, esses Seminários têm como objetivos principais:

  • promover o avanço teórico-científico e das práticas relacionadas à temática da autorregulação da aprendizagem;

  • oportunizar o intercâmbio de pesquisadores, estudantes e profissionais da área de Educação, Psicologia, Psicopedagogia, entre outras que trabalham e se interessem pelo tema;

  • gerar contribuições importantes para a área de ensino/aprendizagem, no que concerne às possibilidades de aplicações em sala de aula, ao desenvolvimento de instrumentos de medidas, à melhoria da formação do professor e ao aumento dos estudos transculturais, com base nessa abordagem.

Os III Seminários SIAAM e SBLAA têm como tema as iniciativas e investigações que adotam como referencial a perspectiva da aprendizagem autorregulada, nas suas dimensões cognitivas, metacognitivas, motivacionais, afetivas e sociais, no contexto da escolarização formal, desenvolvidas por pesquisadores e estudantes de pós-graduação. Visam também incentivar a publicação de resumos de trabalhos dos autores participantes do evento com o objetivo de criar espaço para a discussão das pesquisas concluídas e em andamento, a partir das proposições aprovadas pelo comitê científico e por pareceristas ad hoc, considerando os seguintes eixos temáticos:

  • Aprendizagem autorregulada nos diferentes segmentos da escolarização;

  • Autorregulação da Motivação e das Emoções;

  • Autorregulação das Ações, dos Comportamentos e das Interações sociais;

  • Autorregulação da Aprendizagem no Contexto da Formação de Professores;

  • Práticas Pedagógicas e Estratégias Autorregulatórias para o Ensino e a Aprendizagem.

A experiência bem sucedida que tivemos no II SIAAM, que ocorreu em novembro de 2020, no formato on-line, devido à crise sanitária provocada pela pandemia do COVID-19, nos mobilizou a realizar o presente evento de forma híbrida para que pudéssemos contemplar também os participantes que não tivessem condições de participar presencialmente. Aproveitamos essa oportunidade para fortalecer nossa parceria com pesquisadores de Portugal, em especial com aqueles da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

À frente da comissão organizadora, estiveram três pesquisadoras: Profa. Dra. Evely Boruchovitch (Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicopedagogia -GEPESP/FE/Unicamp); Profa. Dra. Jussara Cristina Barboza Tortella (APeAA - Assessoria Pedagógica em Autorregulação da Aprendizagem); Profa Dra. Ana Margarida da Veiga Simão (Universidade de Lisboa).

As temáticas “Autorregulação da Aprendizagem” e “Motivação”, aliadas aos “Desafios e Aplicações no Contexto Educativo”, possibilitaram a reunião de pesquisadores e docentes brasileiros e internacionais para refletirem juntos sobre a necessidade da continuidade da construção de novos conhecimentos e a parceria com as redes de escolas municipais, estaduais e particulares, a fim de possibilitar novas reflexões sobre a importância da autorregulação para as aprendizagens escolares.

Ficou também evidente que a autorregulação da aprendizagem vai se tornando, cada vez mais, um importante suporte para que estudantes e participantes de eventos envolvam-se, de forma cognitiva, metacognitiva, comportamental, emocional, estratégica e autorregulada, com propostas que objetivam ampla discussão sobre temas específicos e relevantes. Os Seminários ora realizados, com ênfase no tema da autorregulação da aprendizagem e da motivação para aprender, já estão em sua terceira edição, reafirmando-se por isto como marcos históricos das investigações sobre este assunto.

O III SIAAM e o III SLBAA, tal como os eventos anteriores, revelaram-se importantes iniciativas de caráter internacional, as quais englobaram vários países como Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Os trabalhos apresentados e a abrangência de participantes de diferentes regiões e instituições demonstram que esta edição conjunta dos dois eventos trouxe trocas efetivas entre os participantes que tiveram oportunidade de refletir sobre as necessidades dessa área de estudos, suas lacunas e dificuldades inerentes aos métodos de pesquisa e à construção do conhecimento em autorregulação no contexto educativo.

Nesta terceira edição conjunta dos dois seminários tivemos o total de 173 participantes inscritos de todas as regiões brasileiras e de outros países, conforme ilustrado na Tabela 1.

 

Tabela 1 - Regiões e estados brasileiros e países de origem dos inscritos no III SIAAM e III SLBAA

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No Brasil, chama-nos a atenção a diversidade das cidades e de instituições que se fizeram presentes no evento e tais dados apontam para a relevância e abrangência do III SIAAM e do III SLBAA, retratados nos Quadros 1 e 2.

 

Quadro 1 - Estados brasileiros e cidades de origem dos inscritos no III SIAAM e III SLBAA

tabela

 

Quadro 2 – Instituições participantes no III SIAAM e III SLBAA

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Considerando a importância do diálogo entre diferentes pesquisadores que se dedicam ao estudo das diferentes interfaces com o tema da autorregulação da aprendizagem, convidamos conferencistas de diferentes países. Estiveram conosco o Prof. Dr. Jesus de La Fuente (Universidade de Navarra), o Prof. Dr. Leandro de Almeida (Universidade do Minho), a Profa. Dra. Ana Margarida da Veiga Simão (Universidade de Lisboa) e Prof. Dr. Taylor W. Acee (Texas State University, San Marcus). Destacamos, a seguir, os principais temas abordados pelos conferencistas durante o III SIAAM e o III SLBAA.

  • Promovendo a autorregulação da aprendizagem: um modelo para apoiar a formação de professores e desenvolvê-la nos estudantes;

  • |Intervenções fáceis de serem implementadas na sala de aula para promover a motivação e a autorregulação;

  • Implicaciones prácticas para la autorregulación en el aprendizaje, a partir de las aportaciones recientes del índice de experiencia de bienestar escolar;

  • Psicologia Educacional, Autorregulação da aprendizagem e desenvolvimento sustentável.

Ademais, foi possível oferecer também aos participantes oficinas que visavam responder ao seguinte desafio: Como promover a autorregulação da aprendizagem em contextos específicos? Projetos ancorados na Autorregulação da Aprendizagem.

Essas oficinas foram ministradas por estudiosos da temática, com muita experiência prática no fomento da autorregulação nas suas diferentes dimensões, segmentos da escolarização e contextos.

  • Projetos que promovem a autorregulação da motivação e das emoções na Formação de Professores;

  • Projetos que promovem a autorregulação no Ensino Fundamental em disciplinas específicas;

  • Projetos que promovem a autorregulação no Ensino Médio e Superior: Plataforma AprendiZagem e Projetos de vida.

O formato inovador de apresentação dos trabalhos, Diálogos Autorregulatórios, priorizou a troca de ideias sobre as pesquisas submetidas e proporcionou aos participantes a possibilidade de expor suas pesquisas em forma de diálogo com a intenção de que todos pudessem refletir sobre a pluralidade de temas de pesquisa que compunham cada eixo temático. Os mediadores, pesquisadores que se dedicam intensamente ao estudo da temática do evento, levantaram questões com o objetivo de fortalecer as trocas entre os participantes. Assim, os trabalhos aprovados foram organizados em salas virtuais, conforme os eixos temáticos que se seguem:

  • Aprendizagem autorregulada nos diferentes segmentos da escolarização;

  • Autorregulação da Motivação e das Emoções;

  • Autorregulação das Ações, dos Comportamentos e das Interações Sociais;

  • Autorregulação da Aprendizagem no Contexto da Formação de Professores;

  • Práticas Pedagógicas e Estratégias Autorregulatórias para o Ensino e a Aprendizagem.

Ênfase foi dada aos fundamentos teóricos e às diferentes modalidades de coleta de dados, em especial instrumentos, escalas e outras formas de fazer pesquisa abarcando as diferentes dimensões – cognitiva, metacognitiva, motivacional, afetiva e social – no contexto da escolarização formal. Temas como esses abordados no evento alavancaram iniciativas e investigações que adotam como referencial a perspectiva da aprendizagem autorregulada, desenvolvidas por pesquisadores, professores e estudantes de pós-graduação, possibilitando a discussão sobre as pesquisas quer concluídas, quer em andamento, a partir das proposições aprovadas pelo comitê científico e por pareceristas ad hoc.

Recebemos, nesta edição conjunta dos seminários, 73 trabalhos que foram apresentados na sessão Diálogos Autorregulatórios que mostraram como esse constructo tem sido estudado por pesquisadores de várias regiões do Brasil e de Portugal.

Os resumos publicados nestes anais demonstram a grande relevância do tema em tela. Sem dúvida, os trabalhos apresentados no III SIAAM e o III SLBAA produziram considerável impacto no avanço do conhecimento. Eles mostraram o quanto a pesquisa sobre autorregulação da aprendizagem e motivação vem se desenvolvendo e se consolidando não só em termos quantitativos, como evidenciado pelo número de resumos recebidos, mas também em termos qualitativos, especialmente no que diz respeito ao adensamento do enfoque trabalhado.

No contexto brasileiro, diferentes grupos têm investido em pesquisas que visam a produção de conhecimento acerca dos fatores associados à autorregulação da aprendizagem. Os resultados evidenciam que, quando os estudantes participam ativamente de seu processo de aprendizagem, conseguem regular diversificadas formas de estudo, implementando estratégias com as quais se tornam capazes de alcançar determinados objetivos, que os levarão à consecução de suas metas. Os trabalhos apresentados revelaram que, a cada ano, surgem novos avanços na construção e na adaptação de instrumentos, que demarcam diversos e diferenciados estudos.

Os resumos recebidos mostraram forte investimento na área da Educação atrelado às áreas de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde, indicando tanto o potencial de aplicação da perspectiva da aprendizagem autorregulada em contextos mais amplos como seu caráter inter e multidisciplinar. Os trabalhos aceitos e publicados nestes anais foram avaliados e aprovados por uma renomada comissão cientifica, com sólidos conhecimentos teóricos e práticos acerca da temática, bem como com sensibilidade aos avanços na compreensão da autorregulação da aprendizagem e da motivação.

As sessões de apresentação foram coordenadas por um mediador, membro da comissão científica, o qual conduziu os trabalhos em forma de diálogo, estimulando a troca de experiências. Os mediadores leram antecipadamente todos os resumos dos trabalhos da sala que coordenaram, a fim de formularem perguntas específicas a cada um e comuns a vários. A escolha por esse formato foi feita para que cada apresentador tivesse a oportunidade de falar e pensar sobre sua pesquisa de modo mais dinâmico, pois era preciso responder às indagações feitas pelos mediadores. Por exemplo, a respeito de uma pesquisa com ênfase na aprendizagem em tempos de pandemia, o mediador poderia perguntar sobre o que foi mais relevante no estudo desenvolvido e que indicadores poderiam ser propostos para o enfrentamento do problema ou poderia igualmente indagar quais foram os maiores desafios para realizar a pesquisa. Assim, cada trabalho recebeu questionamentos e seu autor vivenciou momentos de reflexão e aprofundamento.

Os mediadores foram previamente orientados pela comissão organizadora e tiveram liberdade para conduzir seu grupo, buscando estimular os participantes a apresentarem seus trabalhos sem definir um caminho preestabelecido a ser percorrido. Os questionamentos feitos pelos mediadores contribuíram para que os apresentadores abordassem aspectos relevantes de sua pesquisa e potencializaram a troca de experiências, em cada uma das salas. Essa estratégia possibilitou aos envolvidos refletirem e verbalizarem o que mais os inquietava em suas pesquisas, ampliando o conhecimento temático e contribuindo para seu avanço.

Os ouvintes podiam escolher, de acordo com seu interesse, em qual sala queriam entrar para assistir à apresentação dos trabalhos. Eles podiam circular livremente pela página do evento em que todas as salas e trabalhos estavam disponíveis e, posteriormente, recebiam um link de acesso para participar das salas escolhidas. Muitos ouvintes participaram dos debates, o que enriqueceu de forma considerável a proposta dos diálogos autorregulatórios.

Ao término do evento, foi solicitado aos participantes que avaliassem a qualidade dos Seminários, por meio de dois formulários elaborados especialmente com esta finalidade, um para os participantes on-line e outro para os presenciais. Os resultados dessa avaliação, mais uma vez, muito nos emocionaram. Responderam ao questionário 136 participantes, sendo 90 (66,17%) on-line e 46 (33,82%) presenciais.

Do total de respondentes, no formato de participação on-line, 66 participantes (73.33%) consideraram que o evento no formato on-line superou suas expectativas. A organização foi considerada excelente por 70 (77,77%) e muito boa por 19 (21,11%). A plataforma digital utilizada foi indicada como excelente por 71 (78,88%) dos respondentes. De acordo com a maioria desses participantes, as instruções dadas foram muito claras e fáceis de seguir. Informaram também que não enfrentaram dificuldades técnicas durante o evento on-line 73 (81,11%), tendo 29 (32,22%) como satisfeitos e muito satisfeitos com o evento 61 (67,77%). O III SIAAM e o III SLBAA foram avaliados como muito relevantes para a vida profissional e acadêmica por 76 (84,44%) participantes e relevantes por 10 (11,11%).

Do total de respondentes, no formato de participação presencial, a organização foi considerada excelente por 40 (86,95%) e muito boa por 4 (8,69%). A plataforma digital utilizada foi indicada como excelente por 36 (78,26%) e muito boa por 8 (17,39%) participantes. A maioria dos respondentes avaliou a facilidade de acesso ao local do evento como excelente 42 (91,30%) e muito boa 4 (8,69%). De forma geral, quanto às respostas sobre as instalações do local que sediou o evento 38 (82,60%) foram consideradas excelentes, assim como as salas para alocar os participantes 36 (78,26%); os respondentes ainda apontaram que 41 (89,13%) estavam muito satisfeitos e 4 (8,69%) satisfeitos. O III SIAAM e o III SLBAA foram avaliados como muito relevantes para a vida profissional e acadêmica por 40 (86,95%) e relevantes por 6 (13,04%) respondentes. Essa relevância pode ser evidenciada também quando se solicitou aos participantes, no último dia, que indicassem, pelo chat, uma palavra que descrevesse o que o evento representou para si, ilustrada aqui por meio da nuvem de palavras sobre o que o evento representou.

Linha do tempo

Descrição gerada automaticamente


 

As conferências também foram avaliadas pelos participantes, com os seguintes resultados:

Conferência 1 - Promovendo a Autorregulação da Aprendizagem: um modelo para apoiar a formação de professores e desenvolvê-la nos estudantes - Pouco satisfeito: 3 (2,20%) respostas; Satisfeito: 22 (16,17%); Muito Satisfeito: 98 (72,05%); Não participei: 13 (9,55%).

Conferência 2 - Intervenções fáceis de serem implementadas na sala de aula para promover a motivação e a autorregulação - Pouco satisfeito: 6 (4,41%); Satisfeito: 27 (19,85%); Muito Satisfeito: 81 (59,55%); Não participei: 22 (16,17%).

Conferência 3 - Implicaciones prácticas para la autorregulación en el aprendizaje, a partir de las aportaciones recientes del índice de experiencia de bienestar escolar - Pouco satisfeito: 1 (0,73%); Satisfeito: 24 (17,64%); Muito Satisfeito: 90 (66,17%); Não participei: 21 (15,44%).

Conferência 4- Psicologia Educacional, Autorregulação da Aprendizagem e Desenvolvimento Sustentável - Pouco satisfeito: 1 (0,73%); Satisfeito: 34 (25%); Muito Satisfeito: 78 (57,35%); Não participei: 23 (16,91%).

No que concerne à sessão das Oficinas: Como promover a autorregulação da aprendizagem em contextos específicos? Projetos ancorados na autorregulação da aprendizagem, tivemos os seguintes números de participantes:

Oficina 1 – Projetos que promovem a Autorregulação da Motivação e das Emoções na Formação de Professores: 74 (54,41%);

Oficina 2 – Projetos que promovem a Autorregulação no Ensino Fundamental em disciplinas específicas: 15 (11,02%);

Oficina 3 – Projetos que promovem a Autorregulação no Ensino Médio e Superior: Plataforma Aprendizagem e Projetos de vida: 47 (34,55%);

De forma geral, os participantes avaliaram as salas em que participaram como: Boa: 1 (0,73%); Muito boa: 25 (18,38%); Excelente: 110 (80,88%).

Na Sessão de Diálogos Autorregulatórios, com as apresentações de trabalhos nas salas virtuais, contamos com os seguintes números de pesquisadores relatando suas pesquisas:

  1. Sala 1: Aprendizagem autorregulada nos diferentes segmentos da escolarização: 15 (11,02%);

  2. Sala 2: Aprendizagem autorregulada nos diferentes segmentos da escolarização: 10 (7,35%);

  3. Sala 3: Autorregulação da Motivação e das Emoções: 30 (22,05%);

  4. Sala 4: Autorregulação da Motivação e das Emoções e Autorregulação das Ações, dos Comportamentos e das Interações sociais: 22 (16,17%);

  5. Sala 5: Autorregulação da Aprendizagem no Contexto da Formação de Professores: 23 (16,91%);

  6. Sala 6: Autorregulação da Aprendizagem no Contexto da Formação de Professores: 10 (7,35%);

  7. Sala 7: Práticas Pedagógicas e Estratégias Autorregulatórias para o Ensino e a Aprendizagem: 15 (11,02%);

  8. Sala 8: Práticas Pedagógicas e Estratégias Autorregulatórias para o Ensino e a Aprendizagem: 11 (8,08%).

 

Os Dialógos Autorregulatórios foram avaliados pelos participantes como : Bom: 1 (0,73%); Muito bom: 20 (14,70%); Excelente: 115 (84,55%).

O encerramento, a entrega do Prêmio Lourdes Maria Bragagnolo Frison e o coffee-break de confraternização foram avaliados com as seguintes respostas: Pouco satisfeito: 4 (2,94%); Satisfeito: 25 (18,38%); Muito Satisfeito: 64 (47,05%); Não participei: 43 (31,61%).

Entendemos que o III SIAAM e o III SLBAA, com ênfase na Aprendizagem Autorregulada e Motivação, contribuíram para o avanço na superação de desafios e em suas aplicações no contexto educacional, por terem instigado o desenvolvimento da autonomia e a apropriação de conhecimentos fundamentais para a realização de projetos de vida pessoal/profissional. Evidenciou-se ser possível realizar esse tipo de evento na modalidade de ambiente híbrido, pois nele tivemos a oportunidade de aprofundar, debater, trocar ideias e avançar na compreensão do tema proposto. Recebemos inúmeras mensagens nos chats, que ressaltaram o quanto o evento foi afetivo e o quanto o público foi bem recebido, apesar de seu caráter híbrido.

Durante a abertura da edição conjunta do III SIAAM e III SLBAA, tivemos a honrosa presença do Prof. Dr. René José Trentin Silveira, Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp, na ocasião, que nos prestigou com um lindo discurso, que mostrou a importância da perspectiva da autorregulação da aprendizagem para o atual contexto educacional brasileiro. Suas palavras nos emocionaram e seu texto é reproduzido aqui na íntegra, a seguir.

 

Bom dia.

É um prazer e uma honra participar da mesa de abertura desse evento e na companhia de pessoas tão especiais e distintas em sua área de pesquisa e atuação.

Gostaria de iniciar cumprimentando minha querida colega, a Profa. Evely Boruchovitch, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicopedagogia (GEPESP) e também agradecer a ela pelo honroso convite que me vez para estar aqui, representando a Direção da FE neste III Seminário Internacional de Aprendizagem Autorregulada e Motivação & III Seminário Luso-brasileiro de Autorregulação da Aprendizagem.

Também gostaria de saudar e dar as boas vindas à Profa. Ana Margarida Veiga Simão, da Universidade de Lisboa, e à Profa. Jussara Cristina Barboza Tortella, da Assessoria Pedagógica em Autorregulação da Aprendizagem (APeAA), que muito nos alegram com sua presença. Sejam muito bem-vindas, sintam-se em casa na Faculdade de Educação.

Naturalmente, sendo eu pesquisador de outra área, não me aventuraria, pretensiosamente, a discorrer mais longamente sobre a temática desses seminários, ainda mais na presença de tão ilustres especialistas. Mas apenas para registrar a relevância que eu vejo na sua realização, gostaria de, pelo menos, compartilhar algumas ideias, mesmo que elas não acrescentem muito às discussões, certamente muito ricas, que vocês já fazem e farão também neste encontro.

Eu sei, lendo um texto da Professora Evely e da Profa. Danielle Gand, por exemplo, que a autorregulação da aprendizagem comporta diferentes dimensões. Eu queria destacar aqui apenas duas que me ocorrem mais frequentemente e que estão bastante interligadas entre si: a dimensão emocional e afetiva e a dimensão cognitiva.

A dimensão emocional, corrijam-me, por favor, se eu estiver errado, envolve habilidades como autoconhecimento – lembro-me do “conhece-te a ti mesmo” socrático! – e capacidade de lidar bem com as próprias emoções, por vezes acirradas pelo ambiente escolar. Emoções como insegurança, medo, intimidação, timidez, estranhamento, sensação de não pertencimento, baixa autoestima, inveja, ciúme, espírito de competição, rivalidade, egoísmo, entre muitas outras que povoam as mentes e os corações dos estudantes. Portanto, conhecer em alguma medida essas emoções, adentrar com segurança o próprio universo psíquico, me parece fundamental para que tenhamos uma convivência saudável nas escolas, com menos comportamentos agressivos, preconceituosos, menos bullying e discriminação de qualquer tipo.

Isso é ainda mais importante e necessário no contexto atual, em que vemos: a exacerbação do individualismo, com a cultura do empreendedorismo apresentado como panaceia para a frustração dos sonhos da juventude; a polarização na política e nas relações, acentuada de forma nunca antes vista na história deste País, com a ascensão da extrema direita, que cultua a violência e o armamentismo e adota o ódio como arma de luta política e cultural; o advento dos ataques às escolas, fenômeno até poucos anos atrás visto apenas em outros países; e também a presença, nas escolas e nas universidade, de um perfil diversificado de estudantes, exigindo ainda mais o aprendizado da convivência com a diferença.

Nesse contexto é, portanto, urgente e necessário ensinar as crianças a se autorregularem emocionalmente, buscando capacitá-las a lidar, com autonomia, com as situações emocionais provocadas por essas e outras circunstâncias presentes no ambiente escolar e que, certamente, afetarão também seu desempenho nos estudos.

A outra dimensão que eu queria mencionar é a cognitiva, que envolve a capacidade do estudante de planejar e organizar seu próprio processo de aprendizado. Isso implica saber traçar estratégias eficazes de estudo que favoreçam a compreensão e a retenção do conteúdo. Por exemplo: saber ler e estudar para memorizar melhor o que foi estudado; grifar as ideias principais; trabalhar com imagens, cores e desenhos; elaborar quadros sinóticos, mapas conceituais, resumos e fichamentos; formular e responder questionários; recorrer a jogos, canções e outros recursos mnemônicos; e muitas outras. Implica, também, organizar o ambiente de estudo, o que envolve silêncio, iluminação, ordem, disciplina, controle do tempo, ergonomia, entre outras condições necessárias para que haja atenção, concentração e aprendizado.

Evidentemente, essas habilidades não são inatas e, portanto, precisam ser ensinadas na escola. E não podemos esquecer, jamais, que a carência delas e, portanto, as dificuldades para ter sucesso nos estudos, não atingem igualmente a todas as pessoas; seu impacto é infinitamente maior nas crianças e nos jovens pobres, das periferias, e maior ainda entre negros e indígenas, cuja cultura se choca mais frontalmente com aquela que a escola valoriza. Além disso, essas crianças e jovens, via de regra, não podem contar com o auxílio dos pais e familiares, visto que, muitas vezes, a eles também foi subtraída a oportunidade desse aprendizado.

A incapacidade de autorregular a aprendizagem, portanto, tem também um viés classista e racista que não pode ser ignorado e que precisa ser combatido. Não por acaso, os estudantes indígenas da Unicamp que participaram da elaboração da proposta do Programa Formativo Intercultural para Ingressantes pelo Vestibular Indígena, o PROFIIVI, fizeram questão, exigiram mesmo, a inclusão de Autorregulação da Aprendizagem como disciplina obrigatória para todos eles. Reconhecem, com esse gesto, sua importância para a permanência na Universidade e o êxito nos estudos.

Tudo o que eu disse até aqui, que, certamente, não é novidade para vocês, nem acrescenta muito às discussões que virão a seguir, serve, ao menos, para mostrar a enorme importância deste evento. Importância que vai muito além de seu peso propriamente acadêmico, que, por si só, já é enorme, mas que alcança também uma dimensão política, social e ética, na medida em que a autorregulação da aprendizagem, se bem distribuída socialmente, pode ser um importante instrumento de democratização do acesso à educação em favor das crianças e dos jovens das camadas subalternizadas da sociedade, em particular, negros e indígenas. 

Tenho certeza de que vocês poderão, neste encontro, pensar juntos sobre essas questões e construir propostas que contribuam para a superação desses problemas.

Então, parabéns pela iniciativa e um ótimo encontro a vocês.

 

Prof. Dr. Renê José Trentin Silveira

Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp

 

Na sequência, o III SIAAM e III SLBAA foi inegavelmente abrilhantado pela linda homenagem a nossa querida e eterna Profa. Dra. Lourdes Maria Bragagnolo Frison, coordenada pela estimada Profa. Dra. Maria Helena Barreto Mena Abrahão, que inaugurou a abertura da homenagem com palavras encantadoras que antecederam um lindo filme organizado por ela para dar sequência à homenagem. As lindas palavras da Profa. Dra. Maria Helena Abrahão são também transcritas na íntegra a seguir.

 

Homenagem à Lourdes – Profa. Dra. Maria Helena Abrahão

Lourdes Maria Bragagnolo Frison – uma unanimidade

Maria Helena Menna Barreto Abrahão

Universidade Federal de Pelotas

 

Agradeço às Doutoras Evely Boruchovitch, Jussara Cristina Barbosa Tortella e Ana Margarida da Veiga Simão, Coordenadoras do III Seminário Internacional de Aprendizagem Autorregulada e Motivação e do III Seminário Luso-brasileiro de Autorregulação da Aprendizagem a honra do convite e a felicidade de participar desse precioso momento em que a comunidade científica presta justa e saudosa homenagem à Doutora Lourdes Maria Bragagnolo Frison.

A homenagem que preparamos organiza-se em três momentos: essas primeiras palavras, logo após a exibição de filme contendo a participação de colegas e orientandos da nossa querida Lourdes, como costumamos chamá-la na Universidade Federal de Pelotas e, na sequência, a palavra das colegas e parceiras de Lourdes nos estudos, na produção científica e na criação desses dois relevantes eventos acadêmicos, Doutoras Jussara, Ana Margarida e Evely, expoentes da Pesquisa Autorregulada no país e no exterior, assim como Lourdes tem sido.

Como para todas as pessoas que conviveram com nossa homenageada, este é um momento muito significativo para mim, especialmente porque as saudades da amiga e parceira que tão cedo nos foi tirada do convívio é constante. No entanto, cabe mencionar, tirada de nosso convívio, não de nossa lembrança! 

O presente momento além de destacar a relevância do trabalho acadêmico de nossa homenageada é também ocasião para rememorarmos histórias com ela vivenciadas. No meu caso, que tive a bênção de contar com a amizade e parceria de Lourdes por 23 anos, pode-se imaginar quantas histórias poderia narrar de nossa história, contida apenas pela questão tempo, razão pela qual me coloco no conjunto de narrativas constantes ao longo do filme a ser exibido logo após, momento em que todos poderão perceber que ela é uma unanimidade entre nós.

Peço licença apenas para narrar um fato porque, creio, refere-se a frutos que certamente têm eco neste precioso evento. Lourdes participou do GRUPRODOCI, por mim coordenado, primeiramente na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS e, posteriormente, na Universidade Federal de Pelotas, desde 1999, ano em que ela iniciou o Mestrado em Educação continuando com o Doutorado, cursado de 2003 a 2007, pós-doutorado em 2015 e, na sequência, continuou participando do grupo de pesquisa, sempre com relevante produção. Logo que iniciou o Doutorado, na primeira reunião entre doutoranda e orientadora, Lourdes me disse: “desejo trabalhar com aprendizagem autorregulada na minha pesquisa”. Não tendo ainda tomado conhecimento dessa teoria, solicitei que ela me trouxesse o que já havia lido a respeito. Na reunião seguinte, chegou feliz com 2 textos em língua inglesa. Após lê-los, dei-me conta da relevância teórico-metodológica da Aprendizagem Autorregulada e disse-lhe que, além de ler mais, necessitávamos encontrar colega que operasse com essa teoria para aprendermos mais a respeito. Buscamos essa informação junto a Antonio Nóvoa que nos indicou nossa querida amiga e colega Ana Margarida da Veiga Simão, já reconhecida pesquisadora portuguesa nessa área, com quem Lourdes realizou um estágio doutoral e com quem continuamos aprendendo, sempre. Tenho escrito que Lourdes Maria Bragagnolo Frison, em decorrência da tese intitulada “Autorregulação da aprendizagem: atuação do pedagogo em espaços não-escolares”, somando fecunda produção, é assim como Evely Boruchovitch, pioneira da Pesquisa Autorregulada no Brasil.

Estou certa de que o filme a as palavras das organizadoras deste precioso evento que me sucederão traduzirão em outros tantos gestos e feitos o que tem representado para nós, nossa querida Lourdes, como pessoa íntegra, docente e pesquisadora estudiosa e competente, parceira e amiga de todas as horas dando eco ao título destas palavras: Lourdes Maria Bragagnolo Frison é uma unanimidade no mundo acadêmico, social e pessoal!

 

Clique aqui para assistir o filme sobre a nossa querida Profa. Dra. Lourdes Maria Bragagnolo Frison.

 

A homenagem à Profa. Dra. Lourdes M. B. Frison terminou com as homenagens carinhosas das Professoras Dra. Jussara Cristina Barbosa Tortella, Ana Margarida da Veiga Simão e Evely Boruchovitch

 

Homenagem à Lourdes – Profa. Dra. Jussara C. B. Tortella

Para iniciar minha homenagem trago um trecho de uma mensagem do Papa Francisco: “Somos esperados, somos preciosos. Deus para nós preparou o lugar mais digno e belo: o Paraíso. A paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade. Somos ramos da mesma videira, somos vasos comunicantes”.

Lourdes foi um vaso comunicante de energia, bondade, luz e perseverança.

O trabalho acadêmico mostra o quanto ela contribuiu com seus estudos na área da Educação. Falava com paixão sobre seus projetos, sobre a parceria com a Profa. Ana Margarida e com um carinho especial pelos seus orientandos e alunos.

Aprendi muito com ela. Imaginem só esta parceria. Lourdes toda ligeirinha e eu com todo meu jeito calmo de ser e de falar. Por vários momentos trocamos muitas ideias sobre o Seminário de 2020, ela contribuiu muito em bancas de meus orientandos, sempre atenta em trazer novas ideias e melhorar a qualidade dos trabalhos.

Ter a Lourdes em minha vida foi uma benção e um grande aprendizado. Minha gratidão eterna.

 

Homenagem à Lourdes – Profa. Dra. Ana Margarida da Veiga Simão

Já foi hoje aqui referido que a vida da Professora Lourdes Frison foi marcada por um compromisso intenso com o saber, a formação e que todos reconhecem os importantes contributos para o ensino, investigação e disseminação do conhecimento. Muitos beneficiaram do seu conhecimento e reflexões e partilharam com ela momentos muito gratificantes.

Quando conheci a Lourdes ela veio realizar na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa um estágio do seu doutoramento e desde essa altura partilhámos as nossas visões sobre a mudança educativa e explorámos valores comuns construindo, desde esse momento, um caminho cheio de pontes e uma profunda amizade marcada pela sua generosidade.

São conhecidos os seus principais interesses que incluíam os processos de autorregulação na aprendizagem, com especial enfoque no criar oportunidades nos contextos educativos e formativos para promover essas competências. Obrigada por acreditares no potencial de cada um.

O papel que desempenhou para dar visibilidade e credibilidade à área do conhecimento em que se envolveu foi fundamental para o seu desenvolvimento na sua universidade e no contexto brasileiro. Penso nas suas ações como as melhores intérpretes dos seus pensamentos.

A Lourdes amiga e profissional pautou-se sempre pelos seus valores, assumiu-se como agente de mudança criando a sua própria visão e agindo estrategicamente para a melhorar. Registei desde que a conheci que temos de dar grandes saltos qualitativos e não imitar percursos já realizados por outros. É algo com uma grande atualidade para os desafios da atualidade.

Era sem dúvida uma força suave mas firme e incisiva e ao mesmo tempo com uma enorme persistência na superação das dificuldades. As marcas que ela nos deixou e as que construi na minha relação com ela, vão sempre permanecer em mim.

Algumas pessoas marcam a nossa vida e a Lourdes, marcou a minha.  Hoje estamos aqui para homenagear a Professora e a amiga Lourdes.

 

Homenagem à Lourdes – Profa. Dra. Evely Boruchovich

Diante da linda homenagem que acabamos de assistir e das palavras das minhas queridas colegas que me antecederam, eu gostaria de agradecer a Professora Maria Helena Mena Abrahão pela coordenação dessa sessão tão especial para nós e deixar registrado todo o meu carinho pela Lourdes, uma grande amiga, incentivadora e mentora deste evento, desde sua primeira edição. Gratidão pela passagem breve, mas muito intensa e marcante na minha vida. Farei com o que seu nome, seu exemplo e legado permaneçam sempre vivos entre nós. Hoje a tristeza dá lugar a gratidão. Tenho certeza que Lourdes continua luz onde está e que abençoou cada minuto dessa nossa III edição. Viemos para cá hoje com um frio menor na barriga por isso!

Lourdes, que Deus te guarde, te proteja e te abençoe onde quer que você esteja!

(autor desconhecido).

Incluimos em nossos anais um link que conduz os e as participantes a todos os seus inúmeros artigos no formato de PDF e um link para o seu currículo LATTES.

Link para artigos da Profa. Dra. Lourdes M. B. Frison:

https://drive.google.com/drive/folders/1Xa5tN2v2sCojMguiVJjkuGcNMdu092CN?usp=sharing

Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/3997773314507845

Link para o Orcid: https://orcid.org/0000-0001-6671-5808

 

Aproveito também para anunciar, com grande alegria, que criamos um prêmio- o Prêmio Lourdes Maria Bragagnolo Frison! Será concedido no final do evento aos 3 melhores trabalhos, selecionados por uma comissão especial de pesquisadores da temática.

Agradeço também à linda família da Lourdes que nos assiste e nos prestigia! A Neura, sua irmã, presente hoje entre nós. Fiquem bem! Fiquem em Paz!

 

Por fim, acreditamos que o III SIAAM e o III SLBAA alcançaram seus principais objetivos; promoveram debates e reflexões acerca da aprendizagem autorregulada e motivação e seus desafios e aplicações no contexto educativo; geraram avanços teórico-científicos das práticas relacionadas à temática; proporcionaram aproximações tanto entre grupos de pesquisa como entre investigadores, professores e alunos de graduação e de pós-graduação; estimularam a troca de ideias e de experiências relativas aos processos de ensino e de aprendizagem em diversos contextos escolares e não escolares.

Nosso sucesso não é só nosso! Temos certeza absoluta de que não caminhamos sozinhas! Deixamos aqui registrados nossos sinceros agradecimentos a todos que acreditaram na relevância do III Seminário Internacional de Aprendizagem Autorregulada e Motivação (III SIAAM) e do III Seminário Luso-Brasileiro de Autorregulação da Aprendizagem (III SLBAA). Expressamos nossos sinceros agradecimentos pelo forte e elegante apoio da Faculdade de Educação da Unicamp, representada pela presença de nosso querido diretor, Prof. Dr. Renê José Trentin Silveira. Agradecemos muito a toda a equipe de Educação à Distância da Unicamp, em especial ao Leandro Barbosa por todo carinho, paciência, profissionalismo que demonstrou na viabilização de nossos seminários. Muito gratas ao setor de TIC da FE por toda atenção e todo cuidado com a página de nosso evento. Muito gratas a Giovanna Romaro, de Eventos da FE, pelo suporte e pela dedicação nos momentos em que a solicitamos. À renomadíssima comissão científica e à eficientíssima comissão organizadora local e de apoio, nossa imensa gratidão. Um agradecimento especialíssimo às doutorandas Sofia Pelisson, Denise Viana Silva e a Profa. Dra. Amanda Pranke por terem sido tão gentis e tão dedicadas a todos os nossos pedidos de ajuda. Somos imensamente gratas ao apoio da Capes, da Capes Print, do PPGE-FE, do SAE Unicamp, da Galóa eventos, da Editora Vozes e da Associação para o Desenvolvimento da Investigação em Psicologia da Educação (Adipsieduc).

Expressamos também imensurável gratidão aos conferencistas, aos palestrantes e a todos os participantes do evento que, pelo interesse revelado e pelo incentivo dado, nos motivaram a não desistir e caminhar no sentido de mais uma edição dos eventos SIAAM e SLBAA. Muito gratas a todos que nos fortaleceram!

Temos certeza de que os resumos que constam nesses anais possuem inegável valor para o avanço e o aperfeiçoamento das questões teóricas e metodológicas da aprendizagem autorregulada e motivação. Que venham o IV SIAAM e IV SLBAA! – sejam eles presenciais ou híbridos!


 

Evely Boruchovitch

Jussara Cristina Barboza Tortella

Ana Margarida Veiga Simão

Lourdes Maria Bragagnolo Frison (in memoriam)