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O Ateliê (auto)formativo: o aprender na universidade tem como objetivo potencializar aprendizagens de estudantes de nível superior, sendo realizado à luz dos pressupostos do construto da autorregulação da aprendizagem. O ateliê faz parte do programa Circuito APRENDIZagem: autorregulação para aprender, ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Autorregulação da Aprendizagem, da Universidade Federal de Pelotas. O ateliê (auto)formativos foi estruturado conforme os pressupostos de Delory-Momberger, Ele se desenvolve em seis etapas, representando cada uma um momento especial e essencial da vida do estudante. Ao conectar-se com os outros, ele reflete sobre si, gerando questionamento e reflexões, que se transformam em novos conhecimentos e aprendizagens pessoais e coletivas. O ateliê foi desenvolvido no segundo semestre de 2019, em quatro encontros semanais, com duração de duas horas. Como procedimentos metodológicos utilizaram-se algumas cartas da obra “Cartas de Gervásio ao seu umbigo” (nº zero e 4); exibição de vídeos; produção de textos, resumos, cartas e acrósticos. Ao final, solicitou-se que os estudantes, em coerência com proposta do ateliê, registrassem em texto, aquilo que representava para eles novos conhecimentos e sentimentos sobre si, considerando o que fora trabalhado sobre o construto da autorregulação da aprendizagem. Solicitou-se a elaboração de um acróstico com o nome do participante e incluindo termos utilizados para estudar a autorregulação da aprendizagem. Pediu-se também a construção de um mapa mental, através da escrita de uma carta ao próprio umbigo, nela destacando algo que tivesse emergido de sua participação no ateliê (auto)formativo. Destacam-se aqui alguns resultados, através da produção ade um estudante, que expôs as reflexões feitas especialmente sobre gerenciamento de tempo, importância de intervalos de estudo e descanso, evitamento de distrações. Ele chegou ao ateliê tímido, envergonhado e, no decorrer dos encontros, tornou-se mais comunicativo, assíduo, pontual, participativo nas aulas, mostrando-se muito mais motivado do que no início. Ele realçou ter aprendido a evitar o acúmulo de tarefas e a enfrentar problemas, como a falta de concentração durante seus estudos e os distratores, principalmente o celular. No resumo e no acróstico de seu nome, expressou as aprendizagens autorregulatórias internalizadas. Explicou que passou a priorizar o planejamento, monitorando melhor sua performance e autorrefletindo sobre as estratégias empregadas. Ressaltou que a vida universitária não é feita só de festas, cafezinho, conversas, mas também de organização e planejamento, o que exige estabelecimento de metas e o uso consciente de estratégias de aprendizagem. Relatou que aprendeu a definir objetivos e metas para o trabalho acadêmico e para seus projetos de vida e,o que fez e faz toda a diferença em sua perspectiva de vida atual e para seu futuro profissional.
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