VARIAÇÃO SAZONAL DE ALGAS DO PERIFÍTON DO PARQUE BERNECK (VÁRZEA GRANDE/MT)

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Resumo
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O Centro Ecológico Municipal de Recreação e Lazer Bernardo Berneck, popularmente conhecido como Parque Berneck, possui duas lagoas formadas pelo Córrego Traíras que é degradado pela precariedade no saneamento e invasões em zonas ripárias, com ocupações irregulares. O ambiente formado pelas lagoas favorece a proliferação de algas e macrófitas aquáticas, devido ao excesso de matéria orgânica do esgoto doméstico oriundo do córrego. A comunidade de microalgas pode colonizar dois macros habitats aquáticos principais: o fitoplâncton e o perifíton. O perifíton é uma fina camada (biofilme) normalmente observada como manchas verdes ou pardas aderidas a objetos submersos na água, como rochas, troncos e vegetação aquática, e por serem sensíveis, são considerados bons indicadores de estado trófico de lagoas e rios. O presente estudo objetiva compreender a variação sazonal da riqueza e da densidade da comunidade de microalgas perifíticas do Parque Berneck. Foram realizadas duas campanhas, nos períodos de estiagem (E) e chuva (C) que ocorreram, respectivamente, em outubro de 2023 e maio de 2024. Foram coletadas amostras para análises quantitativas e qualitativas do perifíton, em  5 pontos: ponto 1 (P1) no córrego Traíras,  P2  na lagoa de cima, P3 no canal de ligação entre as lagoas, P4 na margem da lagoa de baixo e P5 no canal de saída. Somente no período da chuva não foi possível a coleta quantitativa dos pontos 2 e 3, pois não havia substratos suficientes. Os substratos naturais foram rochas, raízes e caules de macrófitas aquáticas em estágio adulto, que foram acondicionados em frascos de polietileno com água destilada. No laboratório, foi realizada a raspagem dos substratos com escova de cerdas macias e jatos de água destilada, posteriormente fixados em solução Transeau (qualitativo) e lugol (quantitativo). Para análise quantitativa, também foram medidas as áreas de raspagem do perifíton nos substratos rochosos. A análise taxonômica do perifíton foi realizada no microscópio binocular e invertido. A densidade algal entre os pontos e entre os diferentes substratos coletados, nas duas campanhas, apresentaram mudanças pouco significativas durante a variação sazonal, sendo P1 com 0,9 ind cm-² (C) e 1,2 ind cm-² (E), P2 com 1,5 ind cm-² (E), P3 com 1,9 ind cm-² (E), P4 com 1,5 ind cm-² (E) e 2,54 ind cm-² (C), e P5 com 1,3 ind cm-² (E) e 1,5 ind cm-². A riqueza de táxons foi similar entre as duas campanhas, sendo 42 gêneros encontrados na época de estiagem e 47 na época de chuva. Observou-se maior ocorrência de diatomáceas,  principalmente em P1 (Craticula sp.) e P4 (Pinnularia sp1.)  na estiagem e em P1 (Gomphonema sp.)  e P5 (Pinnularia sp2.) na época de chuva. A dominância de diatomáceas penadas nas duas campanhas se deve a sua preferência e adaptação ao perifíton, com maior ocorrência nos substratos de macrófitas, em especial nas raízes. De maneira geral, observou-se maior riqueza e densidade de algas nas raízes das macrófitas em relação ao pecíolo e ao substrato rochoso e pouca variação sazonal.  

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Mato Grosso/Laboratório de taxonomia e ecologia de microorganismo aquáticos
  • 2 UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso/Laboratório de Taxonomia e Ecologia de microorganismo aquáticos
  • 3 Universidade Federal de Mato Grosso/Programa de Pós-graduação em Recursos Hídricos
Eixo Temático
  • 1. Dinâmica dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos
Palavras-chave
Diatomácea
Eutrofização
Macrófitas aquáticas