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Uma área de endemismo pode ser compreendida como resultado de quaisquer alterações
que geram isolamento de forma a surgirem novas espécies em decorrência de tal
alteração. O Centro de Endemismo Belém (CEB) representa 5,88% do total de 4,2
milhões de km² da Amazônia Brasileira, correspondendo à região biogeográfica da
Amazônia Oriental. A intervenção antrópica no macroterritório aqui exposto se mostra
como um grande catalisador na dinâmica das paisagens atuais, já que no território são
realizadas múltiplas atividades humanas. Isso por si só, demonstra a importância em
compreender o território com suas mudanças, suas funcionalidades e as suas tendências
de ocupação. Portanto, a presente pesquisa tem como objetivo analisar os níveis de
integridade no CEB a luz do método ecodinâmico aplicado às paisagens naturais e
antropogênicas, com vistas ao enquadramento dos graus de fragilidade integrada do
território frente às suas atuais pressões de uso. Para efeitos do presente trabalho,
utilizou-se a Teoria Geossistêmica e do Método Ecodinâmico, com o propósito de
identificar processos físico-bióticos e socioeconômicos integrados na escala 1:750.000.
Foram adaptadas as legendas originais de trabalhos em diversas áreas que vão desde
ecodinâmica até estudos referentes a ecologia da paisagem. Às unidades territoriais
físico-bióticas foram inseridos critérios qualitativos de vulnerabilidade, que variam de
01 a 05, pesos que apontam para o reconhecimento de possibilidades de cruzamento de
dados e sua consequente padronização. Dentro da escala de fragilidades ecodinâmicas
do CEB, que variou, qualitativamente, para efeitos da presente pesquisa, de sem
suscetibilidade aparente, a estável, intermediário, instável a muito instável, foi possível
elaborar, com a integração dos produtos cartográficos e com técnicas de sensoriamento
remoto e geoprocessamento, um mapa-síntese, demonstrando a síntese regional da
integridade natural do território. A análise de integridade do CEB passa pela
ecodinâmica com base nos estudos de Tricart (1977) destacam a suscetibilidade em
classes que vão desde sem suscetibilidade aparente, estável, intermediário, instável e
muito instável. Para o CEB a suscetibilidade, conforme a figura 01, mostra que as áreas
mais ao sul do CEB apresentam o maior grau de fragilidade, estando enquadrado no
grau muito instável, condição essa que demonstra o maior de risco de sinistros
Ecodinâmicos. Por outro lado, as regiões ao Norte apresentam fragilidades que variam
de estável a sem suscetibilidade aparente. Tal condição decorre tanto das características
do relevo da região com grande parte da área contando com relevo plano. O CEB
apresenta as três classificações ecodinâmicas: na região norte do CEB, nota-se
grande presença dos meios estáveis, com relevo plano e pouca atividade
pedogenética, tais características decorrem sobretudo da presença de vegetação
densa e sadia que impedem a ocorrência de processos mecânicos que modificam o
relevo, as células estáveis foram definidas como sem suscetibilidade aparente e
estáveis, de forma que abrangem grande parte da região norte e central. A fragilidade
encontrada na região sul do CEB traz um alerta e passa por decisões do poder público.
A criação de unidades de conservação traria após a recuperação uma estabilidade dos
níveis de fragilidade, bem como o uso sustentável da região.
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