POBREZA E INDÍGENAS NOS DISCURSOS COLONIAIS (1612-1750)

Vol 1, 2022 - 156775
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Resumo

Dentre as justificativas para a pobreza no Maranhão colonial é recorrente nos
relatos de época, a relação entre a pauperização das condições sociais e os indígenas. Este Plano de Trabalho propõe investigar justamente essa percepção que vincula a pobreza aos indígenas ao longo do seiscentos, no Maranhão, sob a justificativa de que estes eram pouco ambiciosos e resistentes ao cativeiro. Pretende-se abordar o problema da atribuição da pobreza aos indígenas sob a perspectiva da diversidade, explorando-se as estruturas mentais da sociedade colonial, uma vez que os princípios da hierarquização norteavam o cotidiano e comportamentos dos novos moradores da terra. Nesse universo a explorar serão, especialmente, problematizadas as representações sobre os indígenas na integração e desintegração a um mundo em construção, o ethos do trabalho dado pelos portugueses; as percepções portuguesas do universo indígenas; os critérios de diferenciações aos indivíduos adotados pelos portugueses; a visão do cativeiro; as “proteções” oferecidas pelos missionários; as hostilidades, aproximações e violências cometidas nos encontros e desencontros entre indígenas e portugueses. Trata-se, portanto, de explorar as percepções portuguesas sobre a diversidade do mundo colonial, a partir do universo indígena para perceber como os indígenas são “encaixados” no discurso da riqueza da terra e pobreza dos moradores.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Maranhão/ DHG/MAREGRAM
  • 2 Universidade Estadual do Maranhão
Eixo Temático
  • 5.1 História
Palavras-chave
Pobreza
Indígenas
Maranhão colonial