O CONTEXTO DE VIDA NO LUGAR ONDE SE VIVE E A SAÚDE MENTAL: AÇÕES E PRÁTICAS.

Vol 1, 2022 - 157163
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Resumo

No atual cenário, as cidades são onde se concentram a população mundial. Considerando o contexto pandêmico gerado pelo vírus SARS-CoV-2, novo coronavírus, este trabalho pretende discutir a importância da saúde urbana no Brasil durante e após a crise sanitária do coronavírus, uma vez que a maioria dos problemas de saúde da população está vinculada à vida cotidiana e sabendo-se que o lugar exerce notável influência sobre os contextos da vida cotidiana e da saúde mental. É objetivo deste trabalho analisar os processos promocionais de saúde urbana e cidades resilientes com enfoque na saúde mental, ampliando a compilação documental sobre os organismos, agendas internacionais, nacionais e locais sobre a saúde urbana e resiliência com especial atenção às questões de saúde mental. A metodologia de pesquisa utilizada neste trabalho foi pesquisa bibliográfica e bibliométrica de caráter exploratório, embasada em artigos científicos, dissertações, notas técnicas, fontes digitais, o Portal de Periódicos da CAPES, SCIELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), etc., com o intuito de sintetizar informações sobre a relação entre saúde urbana e saúde mental, no momento anterior e posterior à pandemia da COVID-19. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2022), o conceito de saúde não é a ausência de enfermidade, mas a boa forma física, mental e social. Partindo desta compreensão chegamos nos Determinantes Sociais de Saúde (DSS), que de acordo com a definição da OMS, são os agentes econômicos, culturais, psicológicos, sociais, raciais e étnicos que influenciam e/ou interferem na qualidade de vida da população. Um dos agentes que irá afetar diretamente ou indiretamente o bem-estar de um indivíduo é a saúde mental, que segundo a Organização Mundial da Saúde, é “um estado de bem-estar no qual cada indivíduo realiza seu próprio potencial, pode lidar com o estresse normal da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir para sua comunidade”. Sobre os efeitos da pandemia, é inegável o quanto ela impactou a saúde mental dos brasileiros que tiveram sua renda diminuída, além disso, estudantes tiveram sua carga escolar diminuída, bem como o seu tempo de convivência social, para desfrutar de atividades de lazer com outras crianças, que funciona como terapia ocupacional. Os próprios terapeutas tiveram sua demanda drasticamente reduzida também por conta do isolamento. Além disso, a falta de acesso à internet, como meio de comunicação daqueles que possuem menor poder aquisitivo, foi outro fator de agravamento de problemas mentais. A saúde mental se mostra como fator intrínseco à saúde urbana e através deste trabalho percebemos como ela foi diretamente afetada por meio da pandemia do coronavírus não só no cenário brasileiro, bem como no cenário mundial. Entender os programas realizados nos diversos lugares do mundo em prol da saúde mental se faz vital para entender como os problemas mentais são globais, bem como a necessidade de compreensão e formas de contornar tais enfermidades. Os objetivos deste trabalho foram atendidos de forma satisfatória e deve ser constantemente atualizado para a discussão sobre saúde mental e saúde urbana nunca fique defasada.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Maranhão
Eixo Temático
  • 6.4 Arquitetura
Palavras-chave
Saúde urbana
saúde mental
Pandemia