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A dermatofitose é uma antropozoonose dermatológica causada por fungos de características queratinofílicas, sendo que as espécies mais comumente associadas à doença em cães e gatos são Microsporum canis, Nannizzia gypsea e Trichophyton interdigitale. O desenvolvimento de protocolos moleculares tem objetivo de detectar a presença de agentes etiológicos de forma mais rápida e sensível, sendo a PCR Multiplex uma alternativa diagnóstica de multiplicação simultânea de diferentes sequências de DNA. Considerando que são escassos os estudos moleculares sobre dermatófitos na cidade de São Luís, Maranhão, a pesquisa proposta objetiva investigar a prevalência de dermatófitos em cães e gatos por meio de ferramentas de epidemiologia molecular. Foram coletadas 30 amostras de pelos e crostas de cães e gatos com lesões dermatológicas, atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) “Francisco Edilberto Uchôa Lopes” e provenientes de clínicas veterinárias particulares. Foram realizadas lâminas para avaliação citológica de pele da lesão e do exame direto das amostras de pelo para pesquisa de estruturas de parasitismo e artroconídeos, através de clarificação em solução de hidróxido de potássio (KOH 30%). Amostras de pelos e crostas são submetidas à extração de DNA utilizando o kit comercial Wizard Genomic DNA Purification (Promega®), conforme as instruções do fabricante. Para PCR multiplex, são utilizados primers específicos que amplificam as regiões ITS 1 e 2 e do gene 5.8S rRNA de M. canis, N. gypsea e T. interdigitale, conforme protocolo padronizado anteriormente. Em seguida, os produtos de PCR são observados em gel de agarose a 1,5% corado com SYBR® Safe DNA Gel Stain (Thermofisher®) e visualizados sob luz UV após eletroforese (90 V, 50 min). Foram coletadas amostras de pelos e crostas de 30 animais, sendo 10 (33,33%) de gatos e 20 (66,66%) de cães, que apresentavam sinais clínicos que incluem áreas de alopecia circulares ou difusas, lesões crostosas, descamação e/ou eritema. No exame direto dos pelos, três apresentaram presença de artroconídeos. Através do exame citológico de pele, oito apresentaram presença de artroconídeos. Na análise molecular por PCR Multiplex, três amostras foram positivas, sendo duas para o agente M. canis – correspondente com amplificação de tamanho de 218 pares de base (pb) – e uma para o agente M. gypseum – correspondente com amplificação de tamanho de 470 pares de base (pb). Foi possível observar a possibilidade de adoção da PCR Multiplex como diagnóstico, porém são necessárias ponderações como um adequado protocolo de extração de DNA, o volume suficiente das amostras coletadas e a coleta de forma a selecionar os pelos e regiões com boa quantidade de agentes fúngicos.
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