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A rica biodiversidade presente na vasta extensão territorial do Brasil permitiu grande variedade de espécies endêmicas distribuídas de forma aleatória. Esses lugares com variedade de espécies com características exclusivas e condições físicas adequadas, são conhecidas como áreas de endemismo. A área de endemismo Belém, compreende todas as áreas de florestas e ecossistemas localizados do leste do rio Tocantins a Amazônia maranhense, ganhando destaque por ter uma ampla e específica biodiversidade ao mesmo tempo em que é uma das áreas mais ameaçadas da Amazônia, possuindo, desde 1960 um processo de ocupação e degradação ambiental dando lugar a cidades e atividades econômicas intensas que não trouxeram desenvolvimento local. Ante o exposto, a análise evolutiva dos padrões de Uso e Cobertura da Terra do CEB como Subsídio ao planejamento de ações é necessária para a conservação dos ambientes naturais e à proteção dos serviços ecossistêmicos a eles associados. Foram utilizados materiais bibliográficos concernentes a temática. Fez-se necessário ida ao campo permitindo observar, analisar e descrever as informações recolhidas apresentadas por imagens fotográficas. A construção de mapas de uso e cobertura da terra do CEB foram realizadas por intermédio de técnicas de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento e tratadas pelo SIG do software QGIS em conjunto com bases do portal brasileiro MapBiomas referente aos respectivos anos, condicionando 35 anos de estudo, assegurando dados e análises necessários de cada área em suas respectivas áreas de atuação. A redução da cobertura florestal resultou em aumento na pressão sobre as áreas legalmente protegidas (TIs e UCs), passando a ser algo frequente, dada a sua fragmentação patente. O mapa da década de 2020 apresenta um contraste significativo em comparação ao mapa de 1985 destacando a formação florestal e Savânica que é proporcional ao aumento exorbitante da área degradada convertida em Pastagem. Neste intervalo de décadas, áreas urbanizadas, plantação de soja, mineração torna-se altamente presente em várias localidades no CEB. A contaminação do solo e rios pela mineração, perda da biota endêmica pelo desmatamento e consequentemente, redução do nível de oxigênio liberado para o ecossistema bem como o assoreamento dos rios são algumas das consequências de negligenciar um manejo sustentável, crescendo consideravelmente a devastação no Centro de Endemismo Belém. Conclui-se que as pressões do desmatamento são resultados causados pelo excesso de conversão de uso da terra, que afeta de forma negativa os serviços ecossistêmicos da região. Seguindo o cronograma do trabalho, foi possível as elaborações dos produtos cartográficos permitindo analisar quais as pressões de uso realizadas no CEB e a intensidade de cada uma nessas quatro décadas de analise cartográfica.
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