EFEITO DA SALINIDADE NA SOBREVIVÊNCIA E NO DESEMPENHO DO CAMARÃO Litopenaeus vannamei (BOONE, 1931) CUTIVADO EM SISTEMAS DE ÁGUA CLARA

Vol 1, 2022 - 156656
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Resumo

O cultivo de camarão tornou-se uma importante indústria em áreas tropicais e subtropicais ao redor do mundo (Burford et al., 2003), contando, em 2018, com uma produção mundial de 9,4 milhões de toneladas t, sendo 5.734.000 t produzidos em água salgada e, 3.653.000 t produzidos em doce e/ou salinas (FAO, 2000). Muitas vantagens no desenvolvimento da criação do camarão marinho em águas com baixa salinidade foram propostas (ex.: minimizar os impactos de doenças; evitar a liberação de espécies exóticas no ambiente; proximidade de fazendas de camarão aos mercados; desenvolvimento potencial de sistemas acoplados de aquicultura-agricultura) (Mariscal-Lagarda et al., 2012). Quanto aos fertilizantes, os farelos vegetais contornam a preocupação sanitária com relação aos fertilizantes orgânicos de origem animal, além de possuírem maior valor nutricional, sendo bastante eficientes para aumentar a produção de zooplâncton e organismos bentônicos (Kubitza, 2003). Entretanto o “sistema de água clara”, não possui a adição de fertilizantes orgânicos e inorgânicos diferentemente dos demais sistemas de cultivo que se aproveitam dessa adição de fertilizantes, sendo assim, esse sistema se aproveita da troca de água para manter os parâmetros de qualidade da água. O experimento foi realizado no Laboratório Produção de Camarão, Vila dos Contêineres, localizada na Universidade Estadual do Maranhão, Campus Paulo VI, São Luís-MA, Brasil. As pós-larvas (PL) do camarão marinho L. vannamei foram adquiridas em uma larvicultura comercial com 10 dias após a última metamorfose (PL10) e salinidade de 20 g.L-1. A água utilizada no experimento foi coletada na Praia do Araçagy, São José de Ribamar- MA, transportada até o Laboratório, onde foi filtrada (200 micras) e, posteriormente foi clorada (hipoclorito de sódio a 10 ppm) e declorada utilizando aeração e ácido ascórbico. Posteriormente, as pós-larvas foram divididas e cultivadas em dois tanques (400 L) para aclimatar as salinidades de 10 e 20 g.L-1, até alcançarem o tamanho ideal para o experimento. As variáveis físico-químicas da água, a temperatura, oxigênio dissolvido e pH foram mensuradas diariamente às 8 e 16h, com a utilização de multiparâmetro AK88. A cada três dias foram analisados, salinidade (refratômetro de salinidade), amônia e nitrito (Teste colorimétrico, Labcon®). Ao final do experimento, as variáveis de crescimento dos camarões e os parâmetros de qualidade da água foram analisadas utilizando-se a análise de variância (ANOVA), para determinar o efeito da salinidade (5, 10, 20 e 30 g.L-1). Nos casos em que houve diferença significativa, o teste de Tukey foi aplicado para comparação das médias, ao nível de significância de 5% utilizando o software SysEAPRO versão 3.0 (ZAR, 1996). Durante o período de cultivo a temperatura média foi de 28,5 °C (P≥0,05). O oxigênio dissolvido e pH apresentaram concentrações médias 5,0 mg/L e 8,02, respectivamente. Com relação às concentrações de amônia, não foram registradas tanta diferença entre os tratamentos, exceto no tratamento AC30, no qual foi registrada uma média de 1,4 mg/L. No presente estudo obtivemos valores maiores de sobrevivência quando comparados a Santos et al. 2009, nos tratamentos AC5, AC10, AC20 e AC30, com valores de 80,0, 93,33, 88,15 e 89,63%, respectivamente.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Maranhão
  • 2 Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos / Universidade Federal do Rio Grande
Eixo Temático
  • 1.3 Engenharia de Pesca
Palavras-chave
Camarão marinho
sobrevivência
crescimento