EPIDEMIOLOGIA DA EMBOLIA PULMONAR NO ESTADO DE GOIÁS
A embolia pulmonar (EP) ocorre devido a um trombo que pode se formar no sistema venoso profundo, ele se desintegra e atravessa as cavidades do coração, bloqueando a artéria pulmonar ou um de seus ramos. Essa doença apresenta um grande paradoxo, pois a medida que a medicina evolui, ocorre maior aumento do número de pessoas com tromboembolismo porque nos enfrentamos, cada vez mais, com doentes graves submetidos a períodos prolongados de repouso no leito e a procedimentos invasivos. Contudo, por outro lado, os avanços tecnológicos têm permitido uma maior chance de seu diagnóstico e tratamento e assim um melhor prognóstico dos pacientes (CARAMELLI et al., 2004).
O Tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma doença cardiorrespiratória frequente e seu principal problema após um período longo é a hipertensão arterial pulmonar. As alterações que ocorrem no organismo podem ser explicadas por estados de hipercoagulabilidade, e ao processo aterosclerótico vascular. Contudo, doenças como a resistência à proteína C ativada, aumento de plasminogênio, imobilização prolongada, cirurgia, trauma, câncer, uso de contraceptivos, gravidez, obesidade, acidente vascular encefálico e lesão da medula espinhal, são casos favoráveis ao desenvolvimento do TEP. Os principais sintomas desta doença são a dispneia, dor torácica e taquicardia. Contudo, pode ser facilmente confundida com outras doenças, como, síndrome coronariana aguda. Assim, o nível de suspeita deve ser sempre elevado, para possibilitar o diagnóstico recente e a realização do tratamento rapidamente (MENDONÇA; JORGE; ALBUQUERQUE, 2009).
Apesar da embolia pulmonar ser uma doença cardiovascular comum, acometendo 1:1000 pessoas por ano, o Brasil é carente de apresentação de dados epidemiológicos sobre internações por embolia pulmonar (DARZI et al. 2016). Uma vez que o público alvo do presente estudo são os goianos, é imprescindível a pesquisa e divulgação sobre os casos de embolia pulmonar no estado de Goiás.