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O cérebro e os nervos possuem uma grande plasticidade, eles são facilmente moldados pelas experiências já vivenciadas, sendo que, no período da infância, o cérebro da criança se desenvolve fortemente devido às experiências externas nas quais ela é exposta por meio da mediação de um adulto. O papel do professor quando está em sala de aula é propiciar o desenvolvimento do aluno, por intermédio de atividades e brincadeiras nas quais o docente tenha a intenção de estimular as potencialidades dos escolares. O ato de contar histórias desenvolve na criança o processo criativo, estimulando sua imaginação. Segundo Vygotsky (2009, p.16), “A imaginação é a base de toda a atividade criadora”, [...] tornando igualmente possível a criação artística, técnica e cultural.”. Diante do exposto o objetivo da proposta é refletir e dialogar acerca da relação entre a contação de histórias e sua contribuição para a ação criadora e da imaginação humana. Entende-se que o ato de contar histórias oportuniza uma rica experiência que alimenta o repertório criativo e imaginativo do ser humano, além de promover o envolvimento da criança à leitura. Dessa forma, a discussão se ampara nas produções da Teoria Histórico e Cultural elaborada por Vigotski, a qual atribui grande importância à qualidade das experiências especialmente da apropriação cultural experimentadas pelo homem na vida em sociedade. A ideia central justifica-se sob os diversos equívocos recorrentes ao ato de contar histórias em sala de aula, propõe-se então essa análise para superar o entendimento raso no que tange a contação de histórias, colaborando assim para uma maior conscientização no trabalho envolvendo o ato de contar uma história e os conteúdos implicidos nela. Desse modo, planejamos com a roda de conversa, problematizar sobre questões que envolvem a arte de contar histórias e qual deve ser a intenção do professor ao contar uma história voltada para crianças da Educação Infantil. Pensando também na proposição de uma prática, na qual contemple indicação de elementos práticos que possam colaborar de forma efetiva na prática docente, com exercícios, sugestões de histórias, formatos, utilização de objetos, expressão corporal, vocal etc. Buscando refletir em conjunto sobre como os professores podem organizar intencionalmente o espaço e o tempo deste momento lúdico diversificando estratégias de leitura de forma a despertar a curiosidade, o interesse, o prazer pelo aprendizado e o gosto pela literatura.
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