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Pode-se dizer que no Brasil ainda há diferentes formas de discriminação a partir das diversidades pessoais. Portanto, objetivamos refletir a partir da constituição de identidade, da ideia de “raça” como se estrutura a manifestação do racismo (diferenciação e inferiorização das pessoas a partir de pseudoraças) para a configuração social. A metodologia, de cunho qualitativa com o instrumental bibliográfico apoia-se principalmente em Munanga (2003), Fanon (2008), Gomes (2008), Teodoro (2020) e Almeida (2019) e Mwewa (2016). Nesse ensaio, “raça” é considerada uma questão política e social, uma vez que para a genética, em se tratando de seres humanos, existe apenas a raça humana. A questão passa a ser política e social, pois é a partir destes contextos que se estruturam as diferentes formas de manifestação de poder hierarquizadas apoiada nas pseudoraças constituindo assim o racismo. Para o enfrentamento do racismo as identidades tornam-se mecanismos possíveis uma vez que podem ser construídas desde a primeira infância e destituídas ao longo da existência subjetiva e objetiva (ver Mwewa, 2010). O desafio reflexivo posto nesse ensaio, é a necessidade de entendermos que todas as pessoas pertencem à “raça” humana, formada por diversidades nas quais as diferenças são fatores indispensáveis para uma sociedade equânime. Argumentamos que os diferentes contextos políticos, sociais e ideológicos são forjados a partir da crença (1) existência de “raças” e (2) nas suas hierarquias. Aos chamados brancos cabe o intelecto e aos não-brancos o corpo no qual reside a subversão, mas também, facilmente alvejado pelos brancos.
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