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Grande parte das tendências educacionais formais atualmente predominantes em regiões como África, Centro e Sul da América e alguns países asiáticos, são frutos de uma educação colonial eurocêntrica, que objetivava acima de tudo formatar da mente dos colonizados todos os traços e essência da sua cultura e implementar toda uma cultura civilizatória europeia. Em consequência dos regimes dos processos civilizatórios colonizadores, os processos educacionais nessas regiões herdaram o legado da monoculturalidade, onde o espaço para as outras culturas e identidades é limitado, espaços esses onde todos são vistos como “iguais”, porém vistos e tratados de maneira diferente. Por muito tempo a escola foi entendida como espaço institucional do ensino, espaço este que acolhe crianças, adolescentes e adultos, com um caráter formativo do sujeito. Assim como em toda sociedade, há uma diversidade muito grande no ambiente escolar, diversas culturas se encontram formando múltiplas identidades que reivindicam a visibilidade social. Neste trabalho, discutiremos e analisaremos as concepções de currículo frente à diversidade cultural presente nas escolas. Por vezes, a inclusão é silenciada em currículos padrões de caráter eurocêntrico, que não condiz com a realidade cultural brasileira. Como caráter bibliográfico, utilizaremos como arcabouço teórico, autores (as) como: Lopes (2006) Lopes e Macedo (2013), Araújo (2018), Brabo (2008), entre outros, que buscam traçar análises críticas e interseccionais. Objetivamos por meio das discussões construir um currículo democrático e que respeite e assegure a identidade dos alunos (as) e a diversidade cultural.
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