Perfil Epidemiológico e Características Clínicas das Doenças Inflamatórias Intestinais em um Centro de Referência

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho Original
  • Eixo temático: 1. Medicina
  • Palavras chaves: Doença de Crohn; retocolite ulcerativa; Epidemiologia; Incidência; Prevalência;
  • 1 Serviço de Coloproctologia, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
  • 2 Laboratório de Investigações em Doenças Inflamatórias Intestinais, Gastrocentro, Serviço de Cirurgia Colorretal, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, Brasil
  • 3 Universidade Estadual de Campinas

Perfil Epidemiológico e Características Clínicas das Doenças Inflamatórias Intestinais em um Centro de Referência

Luiza Maria Pilau Fucilini

Serviço de Coloproctologia, Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil

Resumo

Introdução: O aumento na incidência e prevalência das doenças inflamatórias intestinais (DII) é evidente em muitos países recém-industrializados da Ásia, África, Europa Oriental e do continente americano. No Brasil, os registros ainda são bastante escassos, sendo necessários mais estudos sobre este tema. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico e as características clínicas dos doentes com DIIs, acompanhados em um serviço de referência no estado de São Paulo. Método: Análise retrospectiva, descritiva, dos prontuários médicos dos pacientes com DII acompanhados em um centro de referência, de 1991 a 2019. Resultados: Foram atendidos 1217 pacientes com DII neste período. Destes, 625 doentes estão atualmente em acompanhamento no serviço, sendo 416 (66,6%) com doença de Crohn (DC), 190 (30,4%) com retocolite ulcerativa (RCU) e 19 (3,0%) com colite indeterminada. A média de idade foi de 31,6 anos, sendo a distribuição homogênea entre os sexos. Na DC predominou a classificação A2 L3 e B1, com 44,8% dos doentes apresentando doença perianal; na RCU, A2 E2 e S0. A principal manifestação extraintestinal presente foi as reumatológicas, vindo a seguir as lesões cutâneas e as oftalmológicas. A maioria dos doentes (85,4%) fazia uso de alguma medicação, sendo as mais frequentes, aminossalicilatos na RCU e terapia biológica na DC. Em relação às cirurgias, 60,3% dos doentes com DC tinham sido submetidos a algum tipo de procedimento cirúrgico, sendo as operações mais frequentemente realizadas no serviço: fistulotomias e colocação de sedenhos, enterectomia, ileotiflectomia/colectomia direita, colectomia total ou parcial e plastias intestinais. Quanto à RCU, apenas 18,4% dos doentes foram operados, sendo o procedimento mais comumente realizado, a confecção de reservatório ileal. Somente 195 doentes (31,2%) eram da cidade de Campinas, mas 443 (70,9%) eram provenientes do 7º Departamento Regional de Saúde (DRS), que corresponde a grande Campinas. Conclusão: No estudo, houve um predomínio de pacientes da DRS de Campinas; os doentes eram jovens, sem predominância de sexo; a frequência maior foi de doentes com DC. A maioria estava em tratamento farmacológico, e mais da metade dos doentes com DC foram submetidos a algum procedimento cirúrgico, ao contrário da RCU.

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