O ESTRESSE NA CONDIÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: UMA ABORDAGEM PSICONEUROIMUNOLÓGICA

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho Original
  • Eixo temático: 2. Multidisciplinar
  • Palavras chaves: doenças inflamatórias intestinais; Estresse; Psiconeuroimunologia; Resposta adaptativa;
  • 1 Universidade do Vale do Itajaí

O ESTRESSE NA CONDIÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: UMA ABORDAGEM PSICONEUROIMUNOLÓGICA

Sueli Terezinha Bobato

Universidade do Vale do Itajaí

Resumo

O estresse tem um papel importante na etiologia de diversas patologias, uma vez que os eventos estressantes vividos afetam áreas dos sistemas neuroimunológicos e funções dos eixos neuroendócrinos, levando a alterações nas concentrações sanguíneas de vários hormônios. A resposta ao estímulo estressor é mediada pela ativação do eixo hipotálamo-pituitário-adrenal (HPA) e pelo sistema nervoso autônomo (SNA), que, em desequilíbrio, pode resultar em alterações na resposta imune, como nas doenças inflamatórias intestinais (DII). Esta pesquisa teve como objetivo avaliar os eventos estressores e os níveis de estresse vivenciados por pacientes diagnosticados com DII, bem como os impactos na sua condição clínica. O estudo se constituiu como exploratório-descritivo com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 30 pacientes em seguimento clínico em um Ambulatório no Vale do Itajaí. A coleta de dados foi realizada por meio de Questionário sociodemográfico e de Avaliação da Atividade da Doença, Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp e Escala de Eventos Vitais. A análise dos dados foi realizada com base na estatística descritiva, além do coeficiente de correlação de Pearson (r). Os fatores estressores com maior impacto foram as adaptações à nova rotina a partir do diagnóstico e eventos familiares. Mais da metade da amostra (22) encontrava-se com algum nível de estresse, em fase de resistência ou quase exaustão, havendo predomínio de sintomas psicológicos em metade da amostra. A correlação de Pearson indicou significância entre o nível de estresse e o impacto na condição clínica, demonstrando que conforme o nível de estresse aumenta, maior é a tendência em retornar à fase ativa da doença. A elaboração de estratégias que ofereçam possibilidades de identificação, controle e gerenciamento dos fatores estressores objetiva a diminuição de sinais e sintomas preditores de complicações à saúde, podendo trazer resultados profícuos à qualidade de vida.

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