IMPACTO DA PANDEMIA PELO SARS- Cov-2 NOS PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SÃO PAULO

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho Original
  • Eixo temático: 1. Medicina
  • Palavras chaves: Sars-Cov 2; Pandemia; Doença inflamatória intestinal;
  • 1 Faculdade de Ciencias Médicas da Santa Casa de São Paulo

IMPACTO DA PANDEMIA PELO SARS- Cov-2 NOS PACIENTES COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SÃO PAULO

Christianne Damasceno Arcelino do Ceará

Faculdade de Ciencias Médicas da Santa Casa de São Paulo

Resumo

Introdução: A pandemia pelo SARS-Cov 2 emergiu em janeiro de 2020, após um mês do seu descobrimento em Wuhan na China. Atualmente, milhares de pessoas no mundo são acometidas pela infecção por SARS-Cov 2, denominada COVID-19. As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU), estão associadas a uma resposta imune inadequada. A maioria dos pacientes portadores dessas doenças necessitam de tratamento com drogas imunossupressoras. Desde o início da pandemia, há uma crescente preocupação com esse grupo de doentes e medidas de prevenção estão sendo instituídas para evitar o contágio deles pelo coronavírus, repercutindo, assim, na mudança de rotina desses pacientes. Objetivo: Analisar as consequências geradas pela pandemia do novo COVID-19 na rotina dos pacientes portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII). Metodologia: Estudo transversal, cuja população estudada foram os pacientes atendidos no ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinas (DII), localizado em um Hospital Universitário do Estado de São Paulo. A pesquisa foi realizada por meio da aplicação de um questionário, após assinatura voluntária do Termo de Consentimento e aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa. Resultados: A amostra foi constituída por 140 pacientes portadores de DII, principalmente DC (67,85%), 63,57% do sexo feminino, faixa etária predominante entre 26 e 60 anos (69%). Entre os participantes, 98(70%) possuíam algum tipo de comorbidade. Vinte e nove doentes apresentaram sintomas sugestivos de COVID-19, não havendo nenhuma internação. As duas drogas que tiveram associação com sintomas de COVID com significância estatística foram o Infliximabe (p 0,028) e o Adalimumabe (p0,03). A procura ao pronto socorro ocorreu especialmente devido a exacerbação da DII, 17 dos 25 pacientes (68%). As principais dificuldades encontradas foram o atraso no retorno às consultas médicas e na marcação de exames. A suspensão das medicações em uso para DII foi descrita por 16 pacientes, a maioria sob orientação médica. Noventa e oito pacientes, 70%, cumpriram com a medida de quarentena. Contato com casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo SARS-Cov 2 ocorreu em sessenta e cinco pacientes e 58% aderiram as medidas de precaução de contato. Os principais sentimentos relatados foram a ansiedade o medo. Conclusão: O nosso estudo apresenta importantes impactos provocados pela pandemia do SARS-Cov 2 e visa contribuir com medidas amenizadoras dos danos gerados durante esse período.

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