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INTRODUÇÃO: A prevalência da Doença Inflamatória Intestinal (DII) tem sido crescente nos últimos anos, em paralelo ao aumento dos casos de sobrepeso e obesidade (13,14). O comprometimento do trato gastrointestinal (TGI) tem estimulado novas pesquisas para investigação da relação entre estado nutricional (EN), padrão alimentar e DII. Várias evidências apoiam uma conexão entre dieta ocidental e adiposidade favorecendo a produção de citocinas inflamatórias e alteração no microbioma intestinal. Evidências mais recentes indicam que a dieta também exerce um efeito pró-inflamatório. O Índice Inflamatório da Dieta (IID) foi desenvolvido assim para caracterizar o potencial inflamatório da dieta e tem sido amplamente utilizado para investigar a relação entre alimentos e patologias (30,31). OBJETIVOS: Realizar uma revisão de literatura avaliando se padrão de consumo alimentar e o EN influenciam nos sintomas e atividade clínica da RCU e DC. MÉTODOS: Foi realizada uma busca sistemática na literatura de janeiro de 2000 a novembro de 2020 nas plataformas: Pubmed, MEDLINE, Google Scholar e biblioteca Cochrane. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte observacionais. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Cerca de 15 a 40% dos pacientes com DII são obesos, sugerindo um vínculo entre a adiposidade e DII. O tecido adiposo é responsável pela secreção de várias citocinas pró-inflamatórias o que poderia exacerbar a atividade da DII (35–37). O EN de indivíduos com DII está assim diretamente relacionado à gravidade da doença e é associado ao mau prognóstico e à deterioração da competência imune. A obesidade nesses pacientes tem sido associada a um curso clínico mais grave da doença, com maior necessidade de hospitalização, cirurgia e risco de complicações. O tratamento medicamentoso também pode sofrer influência da adiposidade, promovendo rápido clearance e menor efetividade. Há suspeita de que a patogênese da DII possa envolver a dieta ocidental (15; 20). A alimentação exerce um papel central na regulação da inflamação crônica através de diferentes mecanismos, incluindo apresentação de antígenos, alterações no microbioma intestinal, no sistema imunológico da mucosa e na função da barreira epitelial (29,30). Os carboidratos fermentáveis de cadeia curta (FODMAPs) podem ocasionar piora dos sintomas do TGI nos portadores de DII (15, 21). Uma dieta restrita em FODMAPS induz uma melhora de 56% nos sintomas desses pacientes (21,28). Até o momento, apenas um estudo foi desenvolvido para correlacionar o IID e DII, mais especificamente na RCU que evidenciou que indivíduos que consumiram uma dieta mais pró-inflamatória apresentavam risco aumentado de RCU (32).
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