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Consumo alimentar em pacientes com Doença de Crohn
Jheniffer Arruda Aragão
Universidade Paulista
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Introdução: A doença de Cronh (DC) é de caráter crônico, idiopático e não curável. Fatores ambientais contribuem para seu desenvolvimento e progresso, tendo a dieta papel importante na regulação da microbiota intestinal, impactando diretamente na saúde do indivíduo. Objetivo: Avaliar o consumo de alimentos in natura (AI), minimamente processados (MP), processados (P) e ultraprocessados (UP) de pacientes portadores de DC e correlacionar com o índice de massa corpórea (IMC). Metodologia: Foram coletados dados de 30 prontuários de pacientes de ambos os gêneros atendidos em ambulatório de DII. Foi avaliado o recordatório alimentar de 24 horas, de primeira consulta, para obter informações dos alimentos consumidos e correlaciona los com o IMC. Os alimentos foram agrupados segundo o Guia Alimentar para População Brasileira de 2014. Os dados foram estatisticamente tratados. Resultados: Em relação ao estado nutricional de acordo com o IMC, os achados foram os seguintes: 20% dos pacientes em baixo peso, 26,7% em eutrofia, 33,3% em sobrepeso e 20% em obesidade. O consumo de alimentos nos grupos AI e MP foi de 63,8%, e nos grupos P e UP 9,7%, 26,4% respectivamente. Observou-se que o consumo de UP em pacientes com sobrepeso e obeso foi de 53,6%, já nos pacientes eutróficos foi de 26%, e 24% para os de baixo peso. Em relação aos alimentos mais consumidos nos grupos P e UP temos queijos amarelos e refrigerantes seguidos de presunto e biscoitos. Discussão/Conclusão: Uma vez que a prevalência de DII é mais alta no Oeste no mundo, afetando até 0,5% da população geral em 2015, acredita-se que a dieta ocidental, rica em gorduras e açúcares e pobre em vegetais e frutas, contribui para o desenvolvimento da DII. Os alimentos ultraprocessados contém ingredientes capazes de ativar vários eventos pró-inflamatórios, que estão ligados diretamente ao sistema imune, microbiota e a barreira intestinal. Carboidratos refinados aumentam a fermentação no intestino delgado, podendo causar o aumento da disbiose e da permeabilidade intestinal. Os emulsificantes promovem alteração de microbiota, inflamação intestinal e desregulação metabólica. Em contrapartida sabe se que a diversidade da microbiota intestinal é menor em pacientes com doença inflamatória intestinal. Nesse sentido, a alimentação se torna uma das principais estratégias para modular diversidade de microbiota, podendo ser um potencial terapêutico. Os resultados deste trabalho mostraram a importância do nutricionista na avaliação, manejo e orientação da alimentação de pacientes com doença inflamatória.
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