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Comparação do estado nutricional de pacientes com Doença de Crohn com e sem terapia biológica.
Glória Adriano Teixeira Pinto
Universidade Paulista
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Crie um tópicoIIntrodução: A doença de Crohn (DC) é uma Doença Inflamatória Intestinal (DII), ainda sem etiopatogenia clara, mas sabidamente com fatores genéticos associados a gatilhos ambientais, como a dieta. De caráter crônico e transmural, a DC afeta qualquer porção do tubo digestivo. Não há uma cura, mas existem diversas linhas de tratamento e a terapia biológica vem se tornando uma das principais utilizadas. Objetivo: Comparar o estado nutricional de portadores de DC com e sem terapia biológica, por meio de métodos simples de avaliação da composição corporal. Métodos: Estudo de delineamento transversal em Ambulatório de DII, composto por 28 pacientes, sendo 46,4% mulheres e 53,6% homens. Os participantes foram divididos em: com terapia biológica (CTB) e sem terapia biológica (STB), cada grupo representando 50% da amostra. Compararam-se os seguintes marcadores de composição corporal: índice de massa corporal (IMC), circunferência braquial (CB), dobra cutânea tricipital (DCT) e área muscular do braço corrigida (AMBc). Resultados: o grupo CTB representa 50% da amostra assim como o grupo STB. Ambos tendo n=14 participantes, em relação ao grupo CTB, obteve um IMC médio de 25,5 Kg/m² sendo: 14,2% eutróficos, sendo 28,6% para desnutrição e 57,2 % em sobrepeso e obesidade. O grupo STB, o IMC médio foi de 22,6 kg/m², tendo uma maior prevalência em desnutrição 42,8% dos pacientes, seguida de eutrofia e sobrepeso 28,6% respectivamente. Para CB, DCT, e AMBc ambos os grupos apresentam uma maior prevalência para eutrofia 50% dos pacientes. Em relação à CB o grupo STB mostrou um maior comprometimento deste componente corporal 35,8% em desnutrição. Ao analisarmos de forma isolada o grupo STB apresentou todos os parâmetros avaliados menores que os grupo CTB. Discussão/Conclusão: A avaliação da composição corporal de pacientes com DII reflete de forma objetiva o grau de comprometimento nutricional dessa população. O uso do IMC isolado, não é recomendado, por não ter aplicabilidade fidedigna em algumas condições patológicas como nas DIIs. A avaliação do estado nutricional deve sempre contemplar parâmetros como: gordura, musculatura, líquidos corporais, massa óssea e exames bioquímicos. O estudo mostrou que ao avaliarmos outros compartimentos corporais que refletem a massa magra, grupos de pacientes sem terapia biológica estão mais vulneráveis. Tal condição pode contribuir para fadiga e piora da qualidade de vida dos pacientes. Sendo o atendimento multidisciplinar de extrema importância no tratamento dos pacientes em DII.
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