Avaliação da Fadiga em Pessoas com Doença Inflamatória Intestinal

Vol 2, 2021 - 139952
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Resumo

Introdução: a fadiga é um dos sintomas da doença inflamatória intestinal (DII), presente nas fases ativa e de remissão da doença. Objetivos: avaliar a fadiga em pessoas com DII; descrever o perfil sociodemográfico e clínico; identificar a gravidade, frequência e impacto da fadiga nas atividades diárias (AD) e verificar possíveis associações e correlações. Métodos: estudo observacional, transversal, com abordagem quantitativa realizado no ambulatório de atendimento à pacientes com DII de um hospital público (setembro e outubro de 2019), aprovado por Comitê de Ética. Amostra: 137 pacientes. Instrumentos: Mini Exame do Estado Mental, Dados Sociodemográficos e Clínicos, Inventário de Depressão de Beck e Inflammatory Bowel Disease Fatigue Scale (IBD-F). Análise dos dados realizada através de estatística descritiva, testes de hipótese e testes de correlação, considerando o nível de significância de 5%. A consistência interna do instrumento IBD-F foi obtida através do Alpha de Cronbach. Resultados: maioria do sexo feminino 82 (59,9%), idade média de 46,1 (DP=14,1) anos, 92 (67,2%) tinham Doença de Crohn (DC) e 45 (32,9%) tinham Retocolite Ulcerativa (RCU). A maioria (109/79,6%) informou sentir fadiga, com média de tempo de 24 meses (DP=66,1). A gravidade e frequência da fadiga apresentaram média de 7 pontos (0-20) e o impacto da fadiga nas AD, 15 (0-120). As mulheres apresentaram maiores médias de fadiga tanto para a gravidade e frequência (p = 0,002), quanto para o impacto da fadiga nas AD (p < 0,001). Pacientes com DC em atividade e RCU “Moderada” e “Grave” apresentaram maiores médias de gravidade, frequência e impacto nas AD (p < 0,001; p= 0,003; p= 0,001 respectivamente). Pacientes em uso de imunossupressor apresentaram menores médias de gravidade e frequência da fadiga (p = 0,05). A frequência e gravidade da fadiga: maiores quando a DII se manifesta na pele (p=0,008), visão (p=0,046) e sistema ósseo (p= 0,015), assim como o impacto da fadiga nas AD é maior quando a DII se manifesta na pele (p= 0,006), visão (p= 0,009) e vias urinárias (p= 0,036). Houve correlação positiva da depressão em relação à gravidade, frequência e impacto nas AD (r = 0,59, p < 0,001; r=0,45, p < 0,001; r = 0,73, p < 0,001 respectivamente). Conclusão: a frequência, gravidade e impacto da fadiga mostram-se relacionadas com o sexo feminino, com a DC em atividade e a RCU em condição Moderada a Grave; quando manifestada na pele e visão, e quando a depressão está presente nos pacientes com DII.

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Instituições
  • 1 Hollister do Brasil
  • 2 Universidade de São Paulo
Eixo Temático
  • 2. Multidisciplinar
Palavras-chave
Fadiga
doenças inflamatórias intestinais
Doença de Crohn
Proctocolite
Enfermagem