Ustequinumabe no manejo da Doença de Crohn: um estudo observacional brasileiro

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Detalles
  • Tipo de presentación: Trabalho Original
  • Eje temático: 1. Medicina
  • Palabras clave: Doença de Crohn; Ustequinumabe; IL-12/23;
  • 1 Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • 2 Universidade Estadual de Campinas

Ustequinumabe no manejo da Doença de Crohn: um estudo observacional brasileiro

Paula Cenira Senger de Castro

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Resúmenes

Introdução: O Ustequinumabe (UST) é um anticorpo monoclonal IgG1 humano que se liga com especificidade à subunidade compartilhada proteica p40 das interleucinas 12 e 23, reduzindo o processo inflamatório. Em ensaios clínicos, concluiu-se que o UST induz resposta clínica, mantém taxa de remissão e resposta maiores do que o placebo em pacientes com Doença de Crohn (DC) moderada a grave. Ainda há escassez de estudos de vida real de seguimento mais longo e com dados objetivos mais sólidos (como remissão endoscópica) sobre o uso de UST na DC no nosso país. Método: Foram incluídos pacientes com DC atendidos em 2 centros, que usaram UST em qualquer momento do seu tratamento. O objetivo primário foi a avaliação da remissão clínica nas semanas 8 e 52. Como objetivos secundários, avaliação da resposta clínica nas semanas 8 e 52, remissão endoscópica, efeitos adversos durante o uso da droga e taxas de cirurgia abdominal ligadas à DC durante o seguimento. A remissão clínica e a resposta clínica foram definidas como HBI ≤4 e queda ≥3 pontos do HBI, respectivamente. A remissão endoscópica foi definida pela cicatrização completa da mucosa intestinal. Resultados: Setenta e quatro pacientes foram incluídos no estudo. A idade média dos pacientes foi de 40 anos, a maioria do sexo feminino, com diagnóstico de DC há cerca de 10 anos. Sessenta e seis por cento dos pacientes foram submetidos à cirurgia prévia, e 40,5% tinham acometimento perianal da doença. Tratados previamente com anti-TNF totalizaram 85,1% dos pacientes, e 17,6% usaram Vedolizumabe. A remissão clínica foi observada em 59,7% e 69,8% dos pacientes nas semanas 8 e 52, respectivamente. A resposta clínica foi de 54,2% e 67,6% nas semanas 8 e 52. Houve remissão endoscópica em 21,8% dos pacientes. Dezessete pacientes tiveram algum efeito adverso durante o uso da medicação, a maioria eventos infecciosos leves. Vinte e seis pacientes (35,1%) realizaram algum tipo de cirurgia, 22,9% foram submetidos a procedimentos cirúrgicos abdominais, sendo o mais comum ileocolectomia em 10,8%. A otimização do UST para aplicações a cada 4 semanas, foi observada em 52,7%. Treze pacientes foram considerados não respondedores primários ao UST (17,6%), e 31 pacientes apresentaram perda de resposta secundária (41,9%). O tempo médio de descontinuação do UST foi 58 meses. Conclusão: A terapia com UST resultou em taxas significativas de remissão e resposta clínica. Poucos pacientes apresentaram algum efeito adverso durante o uso da medicação, mostrando sua segurança.

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