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Introdução: Portadores de Doença Inflamatória Intestinal (DII) enfrentam grandes desafios, como qualidade de vida prejudicada e momentos de estresse físico e psicológico. Dessa forma, estratégias de enfrentamento são importantes para a convivência com a doença, reduzindo o impacto negativo na vida dos pacientes. Portanto, o objetivo do estudo foi avaliar as estratégias de enfrentamento dos pacientes com DII acompanhados no ambulatório.
Métodos: Estudo transversal, descritivo, incluindo 114 portadores de DII. Foram avaliados dados clínicos, QV e estratégias de enfrentamento, adesão medicamentosa e conhecimento sobre a doença. O enfrentamento foi avaliado através da Escala Brief COPE original composto por 28 questões divididas em 14 subescalas: coping ativo, planejamento, uso de suporte instrumental, uso de suporte emocional, religião, ressignificação positiva, auto culpabilização, aceitação, expressão de sentimentos, negação, auto distração, desinvestimento comportamental, uso de substâncias e humor. A adesão ao tratamento e o conhecimento da doença foram avaliados pelos questionários Morisky e CCKNOW, respectivamente.
Resultados: Foram incluídos 114 pacientes (DC:60,53%;RCU:39,47%), 58,77% mulheres, 52,63% com comorbidades, 51,75% em atividade clínica da doença. Internação prévia foi relatada por 56,14%; e 34,21% foram submetidas à cirurgia. QV foi Boa/Excelente em 66,67%; e 58,88% apresentaram baixa adesão ao tratamento. Conhecimento sobre a doença foi médio (6,21±3,99), sendo maior dentre os pacientes com DC (p=0,0148). As estratégias de enfrentamento adaptativas que compreendem o coping ativo, planejamento, uso de suporte instrumental, uso de suporte emocional, humor, ressignificação positiva, aceitação e religião mantiveram-se na média, sem diferença entre DC e RCU, porém com maiores pontuações dentre os pacientes com DC nos fatores aceitação e religião. As estratégias desadaptativas que compreendem auto culpabilização, expressão de sentimentos, negação, auto distração, desinvestimento comportamental e uso de substâncias também se mantiveram na média, sem diferença entre DC e RCU.
Conclusão: O Coping é definido como um fator estabilizador, que facilita o ajustamento e a adaptação do indivíduo perante situações estressantes. Pacientes com DII utilizam estratégias de enfrentamento adaptativas, que tendem a estar associadas a resultados desejáveis que inclui as categorias de enfrentamento focado no problema e focado na emoção. Identificamos que os pacientes utilizam as medidas adaptativas em maiores escalas, e o grupo com DC utiliza a religião e a aceitação ao estressor de maneira mais favorável que o da RCU, sendo também o grupo com maior conhecimento sobre a doença. É de extrema importância o acompanhamento multiprofissional, auxiliando na gestão dos sentimentos e fornecendo suporte psicológico e espiritual adequado aos portadores de DII.
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