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Consumo de vitamina D e cálcio em pacientes com doença de Crohn
Glória Adriano Teixeira Pinto
Universidade Paulista
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Crea un temaIntrodução: A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal (DII) imunomediada que pode acometer todo o trato gastrointestinal. A vitamina D e o cálcio são nutrientes que desempenham um papel biológico essencial em doenças imunomediadas. Objetivo: Avaliar e comparar o consumo de vitamina D e Cálcio com a composição corporal e o IADC (índice de atividade da DC). Método: Analisaram-se 32 prontuários de pacientes de ambos os sexos, portadores de DC atendidos em ambulatório de DII. Foram subtraídos e calculados os valores de Vitamina D em mcg e cálcio em mg, dos recordatórios alimentares de primeiras consultas. Após esta etapa os dados foram comparados com os seguintes marcadores de composição corporal: Circunferência de Braço (CB); Prega Cutânea Tricipital (PCT); Área Muscular do Braço (AMB) e correlacionados ao IADC. Resultados: Foi observado o consumo de vitamina D e Cálcio, sendo que apenas um paciente da população estudada apresentou a recomendação destes nutrientes dentro das DRI's (Dietary Reference Intakes). A média do consumo de vitamina D foi de 4,3 mcg e de Cálcio 464,4 mg sendo a recomendação destes nutrientes de 15 mcg para vitamina D e 1000 mg para o Cálcio. Em relação a composição corporal em CB 53% estão eutróficos, 34% desnutridos e 13% em obesidade, para PCT, 59% estão eutróficos, 22% desnutridos e 19% em obesidade e em AMB corrigido: 72% eutróficos, 25% desnutridos, 3% em obesidade. Na avaliação da atividade da doença, 22% dos pacientes encontram-se com o IADC para doença intensa, deste grupo 37,5% são desnutridos. Em relação a IADC moderado temos 78% dos pacientes estudados, sendo 20,8% dos pacientes deste grupo desnutridos. O estudo demonstrou que no grupo doença intensa a média de consumo de vitamina D foi de 1 mcg dia e de cálcio 260 mg, e no grupo doença moderada a média de consumo de cálcio foi de 500 mg e 5,32 mcg para vitamina D. Os pacientes desnutridos, ambos os grupos, consumiram cerca de 2,2 mcg de vitamina D e 420 mg de cálcio, neste grupo somente 4 pacientes relataram uso de suplementação da vitamina D e um paciente suplementação de cálcio. Conclusão: O estudo demonstrou a importância da avaliação do consumo destes nutrientes, visto que independente do grau de atividade da doença, as recomendações nutricionais não foram alcançadas. Dietas restritivas quando sustentadas a longo prazo podem levar a déficits nutricionais, impactando na evolução positiva do tratamento.
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