Adiposidade central em indivíduos com doença inflamatória intestinal

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Detalles
  • Tipo de presentación: Trabalho Original
  • Eje temático: 2. Multidisciplinar
  • Palabras clave: Doença inflamatória intestinal; Composição Corporal; obesidade; Doença cardiovascular;
  • 1 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Adiposidade central em indivíduos com doença inflamatória intestinal

Luana Leocadia Marinho

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Resúmenes

Introdução: A prevalência de obesidade tem se mostrado crescente nos indivíduos com doença de Crohn (DC) e retocolite ulcerativa (RCU), especialmente naqueles em estado de remissão (ANDRADE et al., 2015; BACK et al., 2017). A obesidade central, principalmente a predominância de gordura visceral, somada ao estado inflamatório característico da doença inflamatória intestinal (DII), pode aumentar o risco de desfechos metabólicos desfavoráveis (BILSKI et al., 2019). Objetivo: Investigar a ocorrência de obesidade central em indivíduos com DII em acompanhamento ambulatorial. Métodos: Foram avaliados indivíduos com DII encaminhados para atendimento nutricional em um hospital universitário. Os dados foram coletados no período de outubro de 2016 a março de 2020. A obesidade central foi determinada por meio de antropometria: circunferência da cintura (CC), razão cintura-quadril (RCQ), razão cintura-estatura (RCE), índice de conicidade (IC) e produto de acumulação lipídica (LAP). Os testes t de Student, Mann-Whitney e Qui-quadrado foram utilizados para comparação entre os tipos de DII, considerando p<0,05 como significativo. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa SigmaPlot 12.0. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da instituição. Resultados e Discussão: Dos 183 indivíduos avaliados, 93 (50,8%) tinham DC e 90 (49,2%) RCU. A média de idade foi 48±16,1 anos e havia predomínio do sexo feminino (67,8%). A RCE foi o indicador antropométrico que mais diagnosticou indivíduos com obesidade central (57,4%), em comparação com IC (52,5%), CC (51,4%) e RCQ (31,1%). O grupo RCU (0,549; 0,493–0,623) apresentou mediana de RCE maior que o DC (0,524; 0,434–0,595) (p=0,041), mas a prevalência de obesidade central não foi diferente entre os grupos, nos diferentes índices: RCE (DC=59,2%; RCU=73,2%; p=0,063), IC (DC=55,3%; RCU=65,9%; p=0,173), CC (DC=52,6%; RCU=65,9%; p=0,091) e RCQ (DC=33,3%; RCU=41,2%; p=0,314). A gordura visceral foi estimada em 53,6% (DC=60,7%; RCU=46,4%; p=0,284) segundo o LAP. Diferente do que tem sido encontrado na literatura, as prevalências de obesidade central no grupo RCU não foram significativamente maiores em relação ao grupo DC (ANDRADE et al., 2015; YORULMAZ et al., 2011). Maiores valores de gordura visceral são geralmente associados à DC (ERHAYIEM et al., 2011), mas no presente estudo também não houve diferença entre os grupos. Conclusão: A prevalência de obesidade central em indivíduos com DII em acompanhamento ambulatorial foi elevada, mas sem diferença entre DC e RCU nos indicadores avaliados, com exceção do valor da RCE que foi maior na RCU.

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