PARQUES URBANOS COMO ESTRATÉGIA PARA CONSERVAÇÃO DO SOLO, ESTOQUE DE CARBONO E REGULAÇÃO CLIMÁTICA: ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE GOIÂNIA - GO, BRASIL

Volume 1, 2025 - 323579
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Resumo

Goiânia, capital de Goiás, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, enfrenta aumento expressivo da impermeabilização do solo, intensificando os impactos ambientais relacionados às mudanças climáticas. A substituição da vegetação nativa por áreas urbanizadas compromete os ciclos biogeoquímicos, transforma o solo em emissor de gases de efeito estufa (GEE) e reduz significativamente os estoques de carbono. Diante desse cenário, este estudo avaliou as contribuições dos parques urbanos como áreas verdes capazes de aumentar a resiliência urbana frente a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e períodos prolongados de estiagem. Foram estudados, entre setembro e novembro de 2024, cinco parques urbanos: Parque Areião, Parque Leolídio di Ramos Caiado, Parque Vargem Bonita, Parque Botafogo e Bosque dos Buritis. As coletas foram realizadas semanalmente no período da manhã (8h50 às 11h), incluindo amostragem de solo e registros de temperatura e umidade relativa do ar. Os dados espaciais (limites territoriais, declividade, solos predominantes, pontos com erosão, áreas de risco, nascentes, cursos d’água e uso da terra) foram mapeados em QGIS, com dados do IBGE, ANA, Prefeitura de Goiânia e Serviço Geológico do Brasil. O mapeamento revelou que áreas com vegetação densa, menor declividade e presença de água apresentam melhores condições de conservação ambiental. As amostras de solo foram analisadas microbiologicamente por diluição seriada em meio BDAT+, com identificação de colônias fúngicas e bacterianas. Foi constatada uma microbiota ativa e diversificada, com predominância de fungos sapróbios relacionados à decomposição de matéria orgânica, essenciais à formação de húmus e à manutenção do equilíbrio ecológico do solo. Embora não comparada diretamente a solos não antropizados, a diversidade observada indica uma biodiversidade relevante nos parques estudados. As temperaturas nos parques variaram entre 27 °C e 32 °C, aproximadamente 6 °C inferiores às áreas urbanas adjacentes. A umidade relativa do ar variou entre 53% e 74%, sendo mais elevada nas áreas com maior cobertura vegetal, sombreamento e presença de corpos d’água. Esses fatores contribuem para a formação de microclimas mais amenos, favorecendo o conforto térmico e a qualidade de vida urbana. Os resultados reforçam a importância dos parques urbanos como infraestruturas verdes que promovem a regulação térmica, conservação da biodiversidade do solo e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Goiás
  • 2 Universidade Federal de Goiás / Lapig
  • 3 Universidade Federal de Goiás (UFG)
Eixo Temático
  • Certificação de sustentabilidade, rastreabilidade, capacidade de mitigação/adaptação, incluindo carbono do solo ou saúde do solo (estudos de caso, perspectivas regionais)
Palavras-chave
Impactos ambientais
Mudança climática
Equilíbrio ecológico
Microclimas
Cobertura vegetal