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O biocarvão, material rico em carbono (C), tem sido amplamente estudado como condicionador de solo e sequestrador de C, influenciando parâmetros químicos como a capacidade de troca catiônica (CTC). A CTC do biocarvão pode variar conforme sua matéria-prima e condições de produção, sendo importante determiná-la com métodos padronizados e confiáveis. Entretanto, diferentes abordagens analíticas podem fornecer valores divergentes, dificultando a comparação entre estudos e sua aplicação prática. Este estudo teve como objetivo avaliar a CTC de diferentes tipos de biocarvão utilizando três metodologias distintas: Graber et al. (2017), Lago et al. (2021) e o protocolo do MAPA (2023). Foram analisados sete tipos de biocarvão produzidos a partir de casca de café, coco verde, osso bovino, eucalipto, palha de cana-de-açúcar, bagaço de cana-de-açúcar e lignina. As amostras foram submetidas à determinação da CTC pelos três métodos mencionados. A análise estatística incluiu testes de normalidade e homogeneidade de variância, seguidos de ANOVA e teste de Tukey (p<0,05) para comparar os valores obtidos. Os resultados indicaram diferenças significativas entre os métodos, com a metodologia de Graber et al. (2017) apresentando os valores mais elevados de CTC (variando de 184 a 1248 mmolc kg⁻¹, dependendo do tipo de biocarvão). O método de Lago et al. (2021) apresentou valores intermediários (61 a 584 mmolc kg⁻¹), enquanto o protocolo do MAPA (2023) resultou em valores mais baixos (3 a 132 mmolc kg⁻¹). Biocarvões oriundos de materiais, como palha de cana-de-açúcar e casca de café, demonstraram maior CTC independentemente do método. A escolha do método de determinação da CTC influencia significativamente os resultados obtidos. Portanto, a padronização de métodos é essencial para comparação entre estudos e aplicações agronômicas confiáveis. Os resultados contribuem para o aprimoramento da avaliação da qualidade do biocarvão como condicionador de solo, auxiliando na tomada de decisão sobre sua aplicação agrícola. Assim, este estudo se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável) da Agenda 2030, promovendo o uso de práticas agrícolas inovadoras que melhoram a qualidade dos solos e impulsionam a produtividade de forma sustentável.
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