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Indicadores de programa de treinamento e incidência de lesões em corredores de rua da Cidade de Vitória-ES
Michell Victor Quadrio Raposo
Universidade Federal do Espírito Santo
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Crie um tópicoIntrodução: a corrida de rua atrai muitos adeptos devido a sua facilidade, baixo custo para a prática e benefícios a saúde, no entanto, seja no âmbito competitivo ou recreativo seus praticantes estão expostos aos eventuais riscos associados. Sendo assim o objetivo do estudo foi analisar os indicadores de programa de treinamento e incidência de lesões em corredores de rua. Metodologia: através da aplicação de um questionário de perguntas fechadas 55 corredores da cidade de Vitoria- ES participaram voluntariamente do estudo. A aplicação do questionário ocorreu eletronicamente tendo questões destinadas a coletar informações tempo de prática, frequência e distância diária semanal de treinamento, orientação profissional, tipo de pisada e histórico de lesões. As diferenças entre os parâmetros foram analisadas pelo teste x2 com significância estatística estabelecida foi de p<0,05. Resultados: a amostra foi composta por 29 (51,80%) homens e mulheres 27 (48,20%). A prevalência (80%) da idade correspondeu a faixa entre 30 e 50 anos sendo que 76,80% da amostra praticava corrida há mais de 3 anos. Apenas 7,1% praticava corrida sem orientação profissional, 70% treinavam 3 dias por semana, com volume entre 5 e 10 km (57%). Destes 9% não monitoravam os seus treinos e 9% também não possuíam treinos periodizados. Mesmo com 10,9% dos participantes não conhecendo seu tipo de pisada, 96,4% deles utiliza calçado com calcanhar alto, evidenciando a utilização de calçados com maior amortecimento objetivando amenizar possibilidades de lesões com a pratica da corrida. Considerando práticas paralelas com intuito de prevenção às lesões 67% dos entrevistados praticam musculação. Em relação a indicadores de lesão, 32,1% dos corredores relataram ao menos 1 lesão no último, com a maior prevalência 28% de lesão situados na articulação do joelho, com 67% dos corredores lesionados retornando a pratica esportiva em menos de 30 dias. A prevalência procura por atendimento médico decorrente da lesão foi de 50%, destes 49% ingeriu algum tipo de medicação sendo que 42% atualmente não relatam desconforto ou dor decorrente destas lesões. Conclusão: A maioria dos sujeitos do estudo estejam envolvidos em programas de treinamento supervisionado e ações preventivas o que pode ter favorecido baixa incidência de lesão.
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