Comportamento da carga externa e interna no treinamento combinado em idosos com fatores de risco cardiovascular

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho científico
  • Eixo temático: 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
  • Palavras chaves: saúde cardiovascular; envelhecimento; Exercício;
  • 1 Universidade Federal de Santa Catarina

Comportamento da carga externa e interna no treinamento combinado em idosos com fatores de risco cardiovascular

Mabel Diesel

Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Introdução: Pouco se sabe sobre o comportamento das cargas de treinamento em idosos com fatores de risco cardiovascular. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar o comportamento de variáveis de carga externa e interna de um programa de treinamento combinado em idosos com fatores de risco cardiovascular. Métodos: Idosos de ambos os sexos com fatores de risco cardiovascular, participantes do Programa de Reabilitação Cardiorrespiratória (PROCOR), realizaram nove semanas de treinamento combinado (aeróbio seguido de força), divididas em três mesociclos (MES1, MES2, MES3) de três semanas cada. O MES1 constituiu-se de duas sessões em intensidade moderada (MOD) e uma sessão em intensidade forte (FOR) por semana, o MES2 de uma sessão MOD e duas FOR e o MES3 de três sessões FOR. As sessões, realizadas em dias alternados, tiveram duração total de aproximadamente 60 minutos. Em todas as sessões, foram coletados a percepção subjetiva de esforço (Borg, 0 a 10), distância percorrida durante o exercício aeróbio e número de repetições nos exercícios agachamento e apoio. Teste t pareado e Anova-one-way, com post-hoc de Tukey, foram usados para análise dos dados (α = 0,05) Resultados: Participaram do estudo 31 idosos (67,5 ± 5,53 anos). Observou-se aumento nas repetições de agachamento (MES1: 39,28 ± 6,47; MES2: 43,63 ± 6,46; MES3: 48,21 ± 6,96; p<0,001) e apoio (MES1: 35,91 ± 6,09; MES2: 38,42 ± 6,33; MES3: 41,99 ± 6,41; p=0,001) ao longo dos mesociclos, com valores maiores nas sessões fortes em comparação às sessões moderadas (Agachamento: 40,31 ± 6,95 vs. 47,23 ± 6,34; Apoio: 35,65 ± 5,72 vs. 41,51 ± 6,38; p<0,001). Já a distância percorrida e a carga interna não foram diferentes entre as sessões e permaneceram estáveis ao longo dos mesociclos. Maiores valores de carga externa foram observados na última sessão forte comparada à primeira (Agachamento: 41,38 ± 6,25 vs. 47,56 ± 9,36; Apoio: 36,79 ± 7,13 vs. 41,29 ± 7,22; distância(m): 1940,91 ± 421,84 vs. 2119,09 ± 487,72; p<0,05). Conclusão: O monitoramento de carga pode ser uma alternativa na identificação do processo adaptativo e do momento para progressão de cargas em idosos com fatores de risco cardiovascular.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!