Comparação entre exercício resistido de alta vs baixa carga sobre o controle hemodinâmico em mulheres hipertensas na pós-menopausa

Vol 1, 2021 - 134433
Trabalho científico
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Resumo

Introdução: Mulheres na pós-menopausa hipertensas podem apresentam possíveis desequilíbrios no controle autonômico (simpático e parassimpático) da variabilidade de frequência cardíaca (VFC). Uma única sessão de exercício resistido (ER) pode ter impacto significativo no controle autonômico. Contudo, é possível que diferentes intensidades podem promover diferentes respostas na modulação cardíaca após uma sessão de ER. Objetivo: Analisar se a intensidade do ER afeta as respostas da VFC e pressão arterial em mulheres hipertensas na pós-menopausa. Métodos: Vinte voluntárias (~61 anos), hipertensas, na pós-menopausa, foram alocadas em 2 grupos experimentais (n=10): alta carga (AC) e baixa carga (BC), que realizaram 1 série de 8-12 repetições máximas e 1 série de 25-30 repetições máximas, respectivamente. A pressão arterial média (PAM) foi calculada após a medida da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAS). Os índices da VFC foram obtidos pela análise linear no domínio do tempo, da frequência e método não linear, durantes 10 min pré, pós ER e 60 min após ER, em repouso na posição sentada. Foi utilizado o teste de Equações de Estimativas Generalizadas. Resultados: Houve efeito do tempo, mas não interação com intervenção, para os protocolos de ER, com aumento da PAS pós RE no grupo BC (P=0,015); diminuição após 60 min, comparado ao pré para AC (P=0,01) e BC P=0,015); e pós para AC (P=0,01) e BC (P=0,015), sem alteração na PAD, mas com diminuição da PAM após 60 min, comparado ao pré para AC (P=0,01) e pós para AC (P=0,01) e BC (P=0,015). Também foi observado efeito do tempo sobre os índices da VFC, com aumento da atividade simpática (P=0,02) e retirada vagal pós RE (P=0,003), com diminuição da atividade simpática (P=0.001) e ligeiro aumento da atividade parassimpática após 60 min (P=0,001) de ER, independente da carga. Conclusão: A realização de ER de alta e baixa carga parece promover aumentos agudos da atividade simpática, que podem estar relacionados ao estresse cardiovascular. Por outro lado, após 60 min de recuperação após uma sessão de ER, ambos os protocolos aumentaram a VFC pela modulação efetiva do controle autonômico, com efeito hipotensor em mulheres hipertensas na pós-menopausa.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Eixo Temático
  • 3. Fisiologia do Exercício e Saúde
Palavras-chave
Exercício Resistido
Variabilidade da Frequência Cardíaca
hipertensão