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Comparação da força abdominal isométrica entre praticantes método Pilates e praticantes de treinamento de força
Licelli Amante Cardoso
Universidade Federal de Santa Catarina /Programa de Pós Graduação em Educação Física/ Grupo de Pesquisa em Exercício Clínico (GPEC)
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Crie um tópicoIntrodução: A Organização Mundial da Saúde recomenda a realização de exercícios resistidos de duas a três vezes por semana para os principais grupos musculares, sendo ressaltada a importância dos abdominais. O Método Pilates (MP) tem sido apontado como um exercício físico eficiente para o fortalecimento da região abdominal e consequentemente para a melhoria do equilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas e prevenção da dor lombar crônica. De acordo com o método, com o centro do corpo bem fortalecido e alongado, a integridade do funcionamento do corpo estaria melhorada e a capacidade funcional durante as atividades da vida diária seriam otimizadas. O objetivo deste estudo foi analisar a capacidade de produção de força abdominal isométrica entre mulheres praticantes do MP com aparelhos e praticantes de treinamento de força. Métodos: A amostra foi constituída por 28 mulheres de 20 a 40 anos, sendo que 13 eram praticantes de Pilates (G1) e 15 eram praticantes de treinamento de força (G2), há no mínimo 06 meses e com a frequência de duas vezes semanais de prática. O teste utilizado para verificar a força abdominal foi o teste abaixamento de perna estendida, que verifica a sua força central, por meio do ângulo máximo de extensão do quadril alcançado pelo participante. Resultados: O resultado do teste foi baseado em um escore que varia de zero a cinco, sendo “cinco” o maior ângulo alcançado e “zero” o menor ângulo. Sendo assim, quanto maior fosse o ângulo alcançado pela participante, melhor seria a sua força abdominal (central). O resultado do teste mostrou que a média obtida pelo grupo G1 foi de 146,4 ± 13,6 graus, enquanto no G2 foi de 113,6 ± 8,9 graus. O teste t para amostras independentes (α = 0,05) indicou que os resultados do teste abdominal do G1 foram significativamente superiores aos do G2 (p = 0,000). Conclusão: Os dados apontaram que as praticantes do MP com aparelhos apresentaram força abdominal isométrica superior às praticantes de treinamento de força, sugerindo o MP como um exercício eficiente para o fortalecimento desta musculatura tão relevante para a boa postura e desempenho das atividades de vida diária.
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