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A Amazônia enfrentou uma seca histórica em 2023, agravada em 2024 com impactos ambientais e sociais severos. Em 2023, detectamos uma perda cumulativa mensal de 3.3 milhões de hectares de superfície d’água. De janeiro a setembro de 2024, a perda chegou a 2.2 milhões. Monitoramos mensalmente com imagens Landsat e Sentinel-1 e 2, comparando as secas dos dois anos e as áreas afetadas. Em 2024, a seca se estendeu ainda mais para as bacias do Trombetas, Solimões e Madeira. Analisamos também a correlação do nível dos rios das estações hidrológicas, com a perda de superfície de água. Até setembro de 2024, a seca foi 83% mais severa que em 2023. A integração de dados satelitais e hidrológicos pode contribuir para monitorar e apoiar ações de adaptação às mudanças climáticas. Diante de secas consecutivas como as de 2023 e 2024, torna-se imperativo acelerar a agenda de desmatamento zero para a Amazônia.
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