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As mesorregiões do Sertão e São Francisco Pernambucano apresentam características como temperaturas elevadas e regime pluviométrico irregular, fatores que favorecem a ocorrência de queimadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar os focos de queimadas, bem como caracterizar e quantificar a área total queimada em hectares, utilizando dados dos produtos MODIS/TERRA e do MapBiomas. Os resultados indicaram um aumento significativo no número de focos de calor entre 2010 e 2022, com maior incidência nos meses de agosto a novembro. O pico foi registrado em outubro de 2021, quando 662 focos foram detectados, mês que também apresentou a maior área queimada, totalizando 25.403,38 hectares. No que diz respeito à classificação do uso do solo, as áreas de Formação Savânica foram as mais impactadas, com 8.398,53 hectares queimados em um único ano, seguidas pelas áreas de Pastagem, que registraram 1.637,91 hectares queimados. Assim, os dados obtidos por sensoriamento remoto revelaram-se fundamentais tanto para a identificação dos focos de calor quanto para a quantificação das áreas queimadas mensalmente e por categoria de uso do solo.
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