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O Material Particulado (MP) é um dos principais poluentes do ar e com reconhecidos impactos no clima e na qualidade do ar. Portanto, o seu monitoramento é fundamental. Diante de uma incipiente rede de monitoramento de MP na superfície no estado, e no Brasil de modo geral, o uso de sensoriamento remoto da atmosfera a partir de satélite para estudar a variabilidade temporal e espacial da poluição atmosférica torna-se uma inequívoca alternativa. Neste sentido, o presente estudo, a partir do uso dos dados de Profundidade Óptica do Aerossol (AOD) derivados das medidas do sensor MODIS a bordo do satélite Terra, procurou analisar a evolução da poluição associada ao MP no estado de São Paulo entre os anos de 2007 e 2017 Foi observado que os anos mais poluídos considerando foram 2007, 2010 e 2015. Esses anos foram também os em que mais houveram transporte de fumaça da Amazônia e centro-oeste para São Paulo. Quando essa influência foi excluída, o ano mais poluído foi 2015 e a característica espacial da poluição foi mais compatível com as fontes da superfície do estado do que antes. Não foi possível observar qualquer tendência sistemática na evolução da abundância do MP na coluna atmosférica do estado na última década.
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