Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Long Range Parameter Optimization For The Description Of Potential Energy Surfaces Using Density Functional Theory
Matheus de Oliveira Bispo
Instituto de Ciências Exatas / Universidade de Brasília
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoOur study was based on ω parameter opimization done in optical gap corrections, but applied to PESs.
By performing the optimization, we obtained the PES description with expected accuracy.
The best performing functionals analyzed were ωB97XD and LC-BLYP.
This research concludes that optimized DFT can obtain results similar to post-HF methods.
More research is needed to fully asses ω optimization as a viable method for PES descriptions.
Raissa Lohanna Gomes Quintino Corrêa
Olá, Matheus! Primeiramente, gostaria de te parabenizar muito pelo trabalho! Achei que sua apresentação ficou incrível, slides bem claros, bonitos e didáticos, fora que sua dicção foi super clara.... parabéns mesmo!!
Como o vídeo é curtinho, sempre sobram dúvidas, então eu fiquei me perguntando: de onde surgiu aquelas curvas 'pré-otimização' que você mostrou? Você rodou os cálculos utilizando o valor de omega padrão e depois comparou com aquele que você otimizou, foi isso mesmo?
Outra dúvida foi: como foi feita essa otimização? Entendi que você escolheu um algoritmo para otimizar e usou duas métricas de erros, mas queria entender um pouquinho melhor como é a lógica dessa otimização, pois não conheço trabalhos assim.
Novamente, parabéns!
Marcio Varella
Caro Matheus, parabéns peo trabalho!
Você utiliza funcionais bem diferentes, certo? Por exemplo, o wB97XD é híbrido e tem correção de dispersão, ao contrário do PBE
Ao otimizar o parâmetro de longo alcance você está corrigindo qual deficiência dos funcionais? Sempre a mesma deficiência em todos os casos? Os valores ótimos de w são semelhantes para diferentes funcionais?
Obrigado
Marcio
Matheus de Oliveira Bispo
Olá Márcio! A utilização de funcionais diferentes foi feita com o propósito de definir melhor quais tipos de funcionais são melhor ajustados para essa tarefa de descrição de SEPs. Em geral, os funcionais LRC subestimam as energias de dissociação, então tentou-se verificar se essa subestimação foi corrigida. Mas, após os cálculos, a história foi bem diferente, como foi possível ver no vídeo. Além disso, cada funcional teve seu próprio valor otimizado de ômega, então um ômega só não otimizou todos eles. Agradeço pelo feedback!
Mateus Xavier Silva
Boa tarde, Matheus. Parabéns pelo trabalho e pela ótima apresentação!
Por que você escolheu MP4 como referência? Este método costuma apresentar um custo computacional relativamente alto. Com isso em mente, para um sistema como o seu, acredito que já compensaria utilizar um coupled-cluster como referência de uma vez. O que acha? Chegaram a testar outros métodos de referência?
Obrigado!
Matheus de Oliveira Bispo
Olá Mateus! Usei MP4 pois gostaria de comparar com um estudo similar realizado em meu instituto, que utilizou esse mesmo método perturbativo para obter as correções. Pretendo utilizar outros métodos pós-Hartree-Fock para estudos futuros de otimização, para analisar e comparar as performaces entre eles. De toda forma, obrigado pelo feedback!
Itamar Borges
Parabéns pelo trabalho, Matheus. (1) - Sugiro tentar CCSD(T), melhor que MP4. Um método variacional como o MR-CI te daria um lower-bound, melhor ainda. (2) Como voce introduziu o o omega no funcional BLYP? No LC-wPBE, me parece mais óbvio - só trocar na expressão matemática. (3) Seus omegas otimizados são transferiveis para outros sistemas?. Grande abraço, sucesso !
Matheus de Oliveira Bispo
Olá Itamar! Muito obrigado pelo feedback.
(1) Muito obrigado pela sugestão. Farei uso dela em trabalhos futuros.
(2) O pacote Gaussian já vinha com esse funcional. Aí eu só usei.
(3) Essa parte ainda está em estudo.
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Matheus de Oliveira Bispo
Olá Raissa! Eu que agradeço pelos comentários!
As curvas "pré-otimização" surgiram realizando os cálculos com o valor padrão. Depois, o programa desenvolvido fez uma comparação (por meio do erro médio quadrático ou do erro máximo absoluto) das duas SEPs. Utilizando um algoritmo de minimização (desenvolvido por Nelder e Mead [1]), o programa calculou outros valores desse parâmetro ômega que minimizassem uma dessas discrepâncias. No final, as duas métricas resultaram em valores muito similares de ômega, portanto as SEPs geradas pelas duas métricas de erro não diferiam muito.
Yuri Alexandre Aoto
Olá Matheus, tudo bem? Gostaria de entender também com um pouco mais de detalhe como foi essa otimização: imagino que você otimizou o ω para cada funcional, certo? (ou seja tem um ω otimizado para cada funcional, não o mesmo ω). E com relação às curvas, é um ω para cada curva (radial e angular) ou um para as duas?
Alám disso, qual valor (ou valores) de ω você obteve? Se comparar com o padrão para esses funcionais, é maior ou menor? Muda muito? Dá para interpretar fisicamente essa mudança?
Matheus de Oliveira Bispo
Olá Yuri! Cada funcional foi otimizado separadamente, logo um valor de ômega ótimo para cada um. Além disso, o mesmo ômega foi utilizado para as duas curvas, i.e. um ômega pra superfície inteira de cada funcional. Já os valores obtidos após a otimização variam bastante de funcional para funcional. Uns mudam muito, outros pouco. Uns aumentam, outros diminuem. A interpretação física que eu daria para essa mudança seria que certas aproximações do funcional de troca-correlação levam mais em consideração uma das regiões de alcançe (curto ou longo, dependendo do funcional). Essa correção é dada pelo ômega, sendo que quando maior o ômega, mais próximo do curto alcançe essa correção ocorre. Por exemplo, um dos funcionais (wb97xd) teve uma diminuição do valor de ômega (de 0,30 bohr⁻¹ para 0,25 bohr⁻¹), o que significa que a versão padrão dele não contempla bem as interações de longo alcançe, assim subestimando a profundiade dos poços (como pode ser visto no vídeo).