Política de descarbonização e gestão de risco: o programa RenovaBio como instrumento de hedge no portfólio sucroenergético brasileiro.

Vol 57, 2025 - 340834
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Resumo

O programa RenovaBio, ao criar os Créditos de Descarbonização (CBIOs), introduziu uma nova fonte de receita para as usinas sucroenergéticas brasileiras, alterando potencialmente a dinâmica financeira do setor. Este trabalho investiga se os CBIOs modificaram o perfil de risco retorno do portfólio sucroenergético e se essa alteração é compatível com o objetivo do programa de expandir a produção de biocombustíveis. Para tanto, empregam-se três métodos complementares: teste de quebras estruturais de Bai-Perron, fronteira eficiente Mean-CVaR com análise contrafactual e testes de dominância estocástica. Os resultados mostram que o programa não gerou ruptura na trajetória de produção nacional de etanol, que houve melhora no perfil de risco do setor e que o setor opera sistematicamente acima do portfólio ótimo em etanol, utilizando os CBIOs como instrumento de estabilização financeira. Os resultados sugerem que o RenovaBio atua como mecanismo de hedge financeiro da ponta produtora, em vez de catalisar expansão de biocombustíveis.

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Instituições
  • 1 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
  • 2 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • AG&MA – PO na Agricultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade
Palavras-chave
RenovaBio
Créditos de Descarbonização
Biocombustíveis