Rastros do insubmisso: cadernos, acervos e a materialidade do método de apuração de Lúcio Flávio Pinto

Vol. 23, 2025 - 346195
Sessão Coordenada
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Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre a materialidade do método de apuração jornalística, deslocando o olhar do produto para os documentos de processo. O ponto de partida são os relatos sobre o uso de cadernos de anotações e o manejo de acervos pessoais e de jornais como ferramentas de investigação e de salvaguarda legal. A pesquisa bibliográfica e documental centraliza-se na trajetória do jornalista Lúcio Flávio Pinto, documentada no livro memorialístico Como me tornei um amazônida (2025) e no perfil O insubmisso (piauí, 2026). Lúcio Flávio utiliza um acervo que inclui centenas de cadernos de anotações e milhares de documentos para realizar o que chama de “auditagem do povo”. O acervo do jornalista, especialmente seus cadernos, além de comporem um procedimento técnico vital da identidade e do compromisso ético com a verdade social, possui função pedagógica e serve de escudo jurídico.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Santa Maria
Área de Avaliação
  • Renami - Jornalismo narrativo, sujeitos e testemunhos (Ano 7) - Sessão 1
Palavras-chave
Práticas jornalísticas
Método de Apuração
Acervos pessoais e de jornais
Política de Memória
Lúcio Flávio Pinto