O direito à representação: banalidade do mal e o jornalismo

Vol 15, 2017 - 144371
Trabalho
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Resumo
Poucas são as esferas de representação humana que possuem a capacidade de sacralizar o banal e de banalizar o histórico; de acobertar e esquecer o essencial. Óbvio que se fala aqui do papel do jornalismo moderno. Estes pequenos indícios talvez nos revelem grandes constatações. Se há uma banalização na história do jornalismo, sobretudo nos últimos anos, esta será a banalização do mal. Por conta disso, vive-se uma crise de representação jornalística na qual muitos indivíduos se veem privados de um dos mais íntimos direitos sociais: a representação. Outro caminho para esta constatação será uma análise semiótica do fato de que a notícia requer, muito constantemente, a vestimenta do caráter de uma suposta novidade. Quando a novidade se esgota, há uma objetificação do indivíduo; perde-se a capacidade de sensibilização. Em seguida, negligenciam-se pautas essenciais aos direitos humanos.
Instituições
  • 1 Universidade de São Paulo (USP)
Eixo Temático
  • Comunicações Livres