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Efeito de barra proteica a base de soja suplementada com isoflavonas sobre o perfil glicêmico, resistência tecidual à insulina e perfil lipidêmico de Rattus norvergicus da linhagem Wistar

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O papel da soja (Glycine max (L.) Merr) e das isoflavonas provenientes desta leguminosa na melhora dos parâmetros metabólicos tem sido demonstrado em diversos estudos¹. Neste sentido, o objetivo deste ensaio foi avaliar a eficácia de uma barra proteica (BP) a base de proteína isolada da soja (PIS) suplementada com isoflavonas sobre o perfil glicêmico, perfil lipidêmico e sensibilidade periférica à insulina de ratas (Rattus norvergicus) da linhagem Wistar diabéticas e não diabéticas. Para este ensaio, 48 ratas fêmeas com 90 dias de vida, pesando entre 150 e 200g, foram ambientadas em temperatura (25±2ºC), umidade relativa (50±5%) e luminosidade controlada em um ciclo de claro/escuro de 12h, além de água e ração ad libitum. Das 48 ratas, 24 foi induzida o diabetes por meio de dieta hiperlipídica e streptzotocina (STZ) aplicada intraperitonealmente (IP)²; já as outras 24 compuseram os grupos controles. As ratas foram subdivididas em 6 grupos (n=8): grupo controle tratado com ração adicionada a 20% de BP e isoflavonas (100mg/kg) via gavagem (CTRI), controle tratado com 20% de BP (CTR) e controles alimentados com ração padrão (CT); grupo diabético tratado com 20% da BP e isoflavonas (100mg/kg) via gavagem (DTRI), diabéticos tratados com 20% da BP (DTR) e diabéticos controles, alimentados com ração padrão (DC). Após 30 dias de tratamento, foi realizado o teste de tolerância oral a glicose (TTGO) para o qual os animais foram submetidos a 15 horas de jejum para a medição da glicemia de jejum (GJ) e logo após receberam solução de glicose dextrose (2g/kg p.c.) para medição da glicemia, através de tiras reativas, após 15, 30, 60, 90 e 120 minutos da sobrecarga de glicose, teste de tolerância a insulina (ITT) que mediu a sensibilidade a insulina usando KITT, para isso, as ratas ficaram em jejum de 6 horas, logo, determinou-se a glicemia basal e, posteriormente, administrou-se IP insulina regular (1,5U/kg p.c.) para a determinação da taxa glicêmica após 5, 10, 20 e 30 minutos da administração de insulina, e a dosagem sérica do colesterol total, LDL, HDL, VLDL e triglicérides após 15 horas de jejum. Os resultados foram analisados por Análise de Variância (ANOVA) uma via, significância pelo teste F a 5% de probabilidade e contraste entre as médias pelo teste de Tukey-Kramer utilizando programa GraphPad Prism 5.00®. Os resultados obtidos neste estudo apontaram, através do ITT, que o consumo de BP suplementada com isoflavonas induziu uma melhora significativa (21,37% p˂0,05) na sensibilidade periférica a insulina entre os grupos DTRI e o DC, bem como, entre os grupos CTR e CTRI (17,44% p˂0,05) e entre os grupos CT e CTRI (23,28% p˂0,05). No entanto, não foram observadas diferenças significativas no perfil lipidêmico entre os grupos, melhora na GJ ou na tolerância a glicose através do TTGO, tal como observados em outros estudos3,4. Os resultados obtidos neste ensaio indicam que a barra proteica a base de PIS suplementadas com isoflavonas da soja pode ser uma alternativa para a melhora da resistência à insulina que acomete indivíduos pré-diabéticos e diabéticos tipo II.