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Estudos clínicos e epidemiológicos tem demonstrado que o consumo regular de vegetais está associado à redução da incidência de doenças e agravos não transmissíveis (DANTs) em humanos. O efeito protetor exercido pelos vegetais tem sido atribuído à presença de vitaminas antioxidantes e polifenóis. Muitos frutos comestíveis encontrados nas áreas de restingas ainda são pouco conhecidos e estudados, apesar de apresentarem um grande potencial nutricional. Na Restinga de Jurubatiba, localizada no Norte Fluminense, encontramos, entre muitos outros, os frutos comestíveis camboim de cachorro (Neomitranthes obscura), variedades amarelo e preto, e araponga (Eugenia Umbelilliflora), que ainda carecem de estudos acerca de seu potencial nutricional e antioxidante. Este trabalho tem por objetivo avaliar a atividade antioxidante desses frutos, para futuramente correlacionar os resultados com o conteúdo de polifenois. Metodologia: Os frutos maduros do camboim de cachorro amarelo e preto e também da araponga foram coletados na Restinga de Jurubatiba e processados no Laboratório de Ciência de Alimentos do Campus UFRJ-Macaé. Das amostras dos dois tipos de camboim foi possível separar a polpa da casca, enquanto a araponga foi processada inteira, por maceração da casca e polpa juntas. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método do seqüestro de radical livre DPPH, descrito por Kuskoski (2006). Todas as análises foram realizadas em triplicata. Resultados preliminares indicam que, com 30 minutos de reação, a atividade antioxidante foi de 70,0 % na amostra de araponga; 68,8 % na casca e 61,6 % na polpa do camboim preto; e 61,9 % na casca e 67,3 % na polpa do camboim amarelo. Aos 60 minutos de reação, a atividade se manteve na amostra de araponga (69,2 %); e aumentou nas demais: casca (76,6 %) e polpa (65,6 %) do camboim preto; casca (67,6 %) e polpa (71,4 %) do camboim amarelo. De acordo com a classificação proposta por Melo et al (2008), onde extratos de frutas que apresentam percentual de sequestro de DPPH acima de 70 % são classificados como extratos fortes, e entre 50 % e 70 % são classificados como moderados, podemos considerar os extratos de camboim de cachorro e de araponga como sendo moderados a fortes. Em confronto com a literatura, podemos observar que esses índices são parecidos com aqueles encontrados em frutos já bem estudados como o abacaxi, a goiaba e o melão.