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As isoflavonas são compostos bioativos isolados da soja com propriedades funcionais diversas como prevenção do aparecimento dos vários tipos de câncer, redução da perda de massa óssea, diminuição do colesterol sérico e controle do nível glicêmico. O objetivo deste estudo foi averiguar a segurança da suplementação de alimentos com estas moléculas por meio dos testes de toxicidade aguda e subcrônica. No teste agudo, a administração única por via oral de isoflavonas nas doses de 100, 500 e 1000mg/kg em ratos machos (n=6) e fêmeas (n=6) foi avaliada seguindo o screening hipocrático de Malone (1983). Já no ensaio de toxicidade subcrônica foram administradas doses diárias de 100, 500 ou 1000mg/kg deste composto por via oral em ratos machos (n=6) durante 4 semanas, no qual foram avaliadas a ingesta de ração e o ganho de peso corporal dos animais. Após este período, esses animais foram anestesiados com xilasina (10mg/kg) e cetamina (80mg/kg) aplicados via intramuscular para coleta de amostras de sangue pela veia cava utilizadas para análise dos parâmetros bioquímicos e hematológicos. Posteriormente, os animais foram eutanasiados com sobredose de xilasina e cetamina, seguido do corte do tórax, para retirada dos principais órgãos internos que foram periciados e pesados para determinação do peso relativo (%) e para exames histopatológicos. No estudo de toxicidade aguda, dose de isoflavonas de até 1000mg/kg não evidenciou alterações comportamentais ou morte, com exceção do aumento do peso relativo do fígado das fêmeas (4,08±0,25) quando comparado ao controle (3,12±0,12) e nenhuma alteração em relação ao screening hipocrático foi observada. No ensaio subcrônico, houve diferenças significativas em relação ao controle nos parâmetros: consumo de ração, que nos grupos tratados do 24º ao 30º este consumo foi significativamente menor (p<0,05) quando comparados ao controle; perda de peso relativo do fígado (1,83±0,09) e pulmão (0,3±0,01) do grupo tratado 1000 mg/kg (p<0,05) em relação ao controle (2,7±0,07) e (0,4±0,02) respectivamente. Em relação aos parâmetros hematológicos, apenas as plaquetas e leucócitos apresentaram diferenças estatísticas significantes (p<0,05), entretanto esse valores estão dentro dos valores de referência para ratos machos com idade entre 8 e 16 semanas 4 indicando que estes resultados não apresentam valor clínico. As análises bioquímicas evidenciaram significativo aumento na concentração sérica e dose-independente de ácido úrico em 52,91% (p˂0,05), 122,22% (p˂0,05) e 91,53% (p˂0,05), bem como, um aumento na atividade da enzima AST em 19,8% (p˂0,05), 60,59% (p˂0,05) e 29,34% (p˂0,05) nos grupos que receberam 100, 500 e 1000mg/kg respectivamente, no entanto, este aumento está dentro da marca estipulada na tabela de GIKNIS & CILFFORD (2008). Decréscimo na concentração sérica de bilirrubina indireta foram observadas nos grupos que receberam 500 (81,7% p˂0,05) e 1000mg/kg de isoflavonas (100% p˂0,05) e aumento de bilirrubina direta nos grupos 500 (20% p˂0,05) e 1000mg/kg (17,13% p˂0,05) porém a bilirrubina total permaneceu sem alterações significativas. Nas análises histopatológicas não foram evidenciadas quaisquer alterações nos tecidos avaliados. Baseado nestes resultados, conclui-se que o nível com menor efeitos adversos observados (Lowest-Observed-Adverse-Effect Level - LOAEL) foi estimado em 100mg/kg/dia. Entretanto, novos estudos serão necessários para ratificar esses dados.