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Introdução:O estigma tende a intensificar-se, devido ao apoio insignificante da sociedade e das esferas do governo ao sujeito e seus familiares, situação essa que soma para dificultar ainda mais o enfrentamento das questões ligadas ao suicídio. Como consequência, pode-se ter o desencadeamento de novos fatos para a tentativa, por parte do sujeito, bem como novas fases de desestruturação e conflito, para a família. Vem carregado por um elevado grau de estigma social, é visto como uma morte escusada e sobrepõe o questionamento entre permanecer ou desistir da vida. Objetivo: Este artigo objetiva apresentar uma revisão integrativa de literatura realizada a fim de identificar e analisar a produção científica no processo do suicídio como uma realidade carregada de estigmas no período de 2010 a 2015. Método: A metodologia utilizada foi uma revisão integrativa de literatura buscando os seguintes descritores: estigma, sociedade, suicídio. Foi realizada a busca nas bases de dados Scielo, Pub Med e Lilacs. Foram encontradas 22 publicações que atenderam aos critérios da inclusão, foram incluídos textos cujos resumos estivessem disponíveis para leitura, sem restrição de idioma, sendo todos artigos publicados em periódicos. Através da leitura na integra dos artigos desta revisão, por similaridade de conteúdos, agruparam-se estes em duas temáticas, a saber: o processo do suicídio e o estigma e enfrentamento pela sociedade quanto à temática.Resultado:Durante a análise dos artigos, pode-se observar de maneira significativa a nitidez que todos os autores enfatizam que o estigma é algo prejudicial à pessoa que tentou o suicídio e que estes rótulos tendem de certa forma a dificultar o cuidado junto a estes indivíduos.O estigma tende a intensificar-se, devido o apoio insignificante da sociedade e das esferas do governo ao sujeito e seus familiares, situação essa que soma para dificultar ainda mais o enfrentamento das questões ligadas ao suicídio. Como resultado, pode-se ter o desencadeamento de novos fatos para a tentativa, por parte do sujeito, bem como novas fases de desestruturação e conflito, para a família. Conclusão: Acredita-se que um estudo apurado do estigma no comportamento suicida pode interferir incisivamente para o tratamento da pessoa que se expôs a uma tentativa de suicídio. Conclui-se que uma pesquisa desse assunto apresenta amplo espectro de questões bioéticas, por ser um evento que afeta aspectos relacionados à autonomia e à proteção da pessoa.